Restos de frutas, cascas de legumes, borra de café e folhas secas podem ser reaproveitados na compostagem, em vez de seguir para o lixo comum. O processo transforma materiais orgânicos em um composto que devolve nutrientes ao solo e pode ser usado por quem cultiva plantas em vasos, mantém uma horta ou tem um quintal.
A compostagem acelera a decomposição dos resíduos com a ação de microrganismos e outros organismos decompositores. Ao fim do processo, forma-se um material escuro, estável e parecido com terra. De acordo com a Embrapa, o composto orgânico pode contribuir para características físicas, químicas e biológicas do solo, ajudando na retenção de umidade, na estrutura da terra e na liberação gradual de nutrientes.
Entre os resíduos que podem entrar na composteira estão cascas de frutas e legumes, restos de verduras, borra de café, folhas de chá, cascas de ovos e pequenas sobras de alimentos. Folhas secas, grama cortada e podas também participam da mistura e ajudam no equilíbrio do material.
Carnes, ossos, óleos, gorduras, excesso de sal e fezes de animais domésticos devem ficar de fora de sistemas caseiros simples. Esses itens podem provocar mau cheiro, atrair animais e dificultar o controle da compostagem. A Embrapa também orienta a não incluir resíduos que tenham sido tratados com produtos químicos.
Para montar uma composteira doméstica, é preciso usar recipientes apropriados, com ventilação e drenagem. A organização pode alternar materiais úmidos, como cascas e restos vegetais, com materiais secos, como folhas, palha, papelão sem tinta plastificada ou serragem não tratada. O conteúdo deve ficar úmido, sem encharcar, e receber ar. A mistura também precisa ser mexida periodicamente, conforme o método adotado.
Na vermicompostagem, é possível usar minhocas apropriadas. Nesse caso, a quantidade de resíduos deve ser controlada, e cítricos em excesso e preparações muito condimentadas precisam ser evitados.
O material não deve ser colocado nos vasos logo depois da adição dos restos. Primeiro, ele precisa passar pelas etapas de decomposição e estabilização. Segundo a Embrapa, o composto pronto costuma ter cor escura e uniforme, textura solta, temperatura próxima à do ambiente e cheiro parecido com o de terra.
Depois de estabilizado, o adubo pode ser incorporado ao solo de jardins, hortas e vasos em quantidade moderada. Ele melhora a qualidade da terra, mas não substitui a água adequada, a iluminação, a drenagem e os cuidados específicos de cada planta.







