Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Falhas em lacres levam perícia a recusar análise de aparelhos do caso Dark Horse

Embalagens permitiam a passagem de cabo USB e foram substituídas antes de um novo encaminhamento ao Instituto de Criminalística.

Suspeita de violação de lacres de equipamentos do caso Dark Horse expõe Tarcísio de Freitas e André Mendonça

A Polícia Científica de São Paulo recusou a perícia de celulares, notebooks e pendrives apreendidos na investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse. Os peritos identificaram falhas nos lacres e aberturas nas embalagens que poderiam permitir a passagem de um cabo USB ou a retirada dos dispositivos.

O problema foi registrado em 13 embalagens que acondicionavam celulares e notebooks. Segundo a perita criminal Viviane Fleitas Menezes, os sacos tinham espaço suficiente para a entrada de cabos de alimentação e transferência de dados. A avaliação indicou que os equipamentos poderiam ser manipulados antes da análise pericial.

A mesma falha apareceu em quatro embalagens de pendrives. Conforme o documento produzido pelo Instituto de Criminalística, as aberturas permitiam retirar os dispositivos dos invólucros.

Devolução dos equipamentos

A operação policial ocorreu em 1º de junho. Os aparelhos foram encaminhados pela Polícia Civil ao Instituto de Criminalística em 3 de junho, dois dias depois. Ao receber o material, os peritos recusaram os exames nas condições em que os equipamentos chegaram.

Os objetos retornaram à Polícia Civil em 8 de junho. Na devolução, o escrivão Mauro Sergio Gagliotti determinou a substituição das embalagens e a aplicação de novos lacres. O documento apontou a necessidade de preservar a integridade dos objetos e manter a cadeia de custódia antes de um novo envio à perícia.

A Polícia Científica de São Paulo informa que produz prova técnica a partir da análise científica de vestígios relacionados a delitos. Entre os materiais submetidos a exames estão aparelhos eletrônicos e itens ligados à informática e à telemática.

Até o momento, não há informação sobre os responsáveis pela falha. Também não há conclusão de que os aparelhos tenham sido manipulados ou de que dados tenham sido apagados ou modificados.

Relação com a investigação

Os equipamentos integram a apuração sobre a movimentação de recursos envolvendo o Instituto Conhecer Brasil, o programa Wi-Fi Livre SP e empresas relacionadas à produção de Dark Horse. A Polícia Civil e a Polícia Federal examinam pagamentos milionários, subcontratações e transferências feitas pelo instituto para empresas ligadas ao filme.

Os dispositivos podem conter mensagens, documentos, registros financeiros, contatos e outros dados relacionados aos investigados. Por isso, a preservação do material é parte da investigação.

No Supremo Tribunal Federal, o caso estava sob a relatoria do ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Em agosto, os advogados de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, pediram a Mendonça a suspensão da investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo e que ele assumisse o caso no STF.

A falha nos lacres ocorreu antes dessa etapa judicial e não há informação pública que atribua a Mendonça participação na apreensão, no acondicionamento ou no transporte dos aparelhos. O ponto ainda sem resposta é se o problema foi apenas um erro de procedimento ou se houve acesso aos dispositivos antes da perícia.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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