LUZERNA — A estrutura de serviços públicos em um território pequeno ajudou Luzerna a alcançar uma posição de destaque no Índice de Progresso Social de 2026. O município do Meio-Oeste de Santa Catarina recebeu nota 71,10, em uma escala de zero a cem, e ficou em 9º lugar entre os 5.570 municípios avaliados.
O resultado colocou a cidade entre as dez mais bem avaliadas do país e na liderança estadual. Luzerna foi a única representante de Santa Catarina nesse grupo, à frente de Florianópolis, Joinville, Blumenau e Balneário Camboriú. No ranking dos estados, Santa Catarina ficou em terceiro lugar, atrás do Distrito Federal e de São Paulo. A média catarinense também superou a nacional, com 131 municípios acima da média brasileira.
O que o índice considera
O IPS Brasil não mede apenas riqueza. A avaliação reúne 57 indicadores sociais e ambientais distribuídos em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. A proposta é verificar como os serviços chegam à população.
A história de Luzerna começou com o engenheiro eletrotécnico alemão Henrique Hacker. Em 1915, ao passar de trem pelo Vale do Rio do Peixe, ele decidiu comprar uma área de 40 mil hectares e iniciar uma colonização. A ferrovia havia sido concluída em 1910, e os primeiros lotes da Colônia Bom Retiro foram vendidos em março de 1916.
A região recebeu inicialmente uma colônia de cultura germânica e depois também descendentes de italianos. Os primeiros colonos vieram do Rio Grande do Sul, de cidades como São Leopoldo, Montenegro e Passo Fundo.
Natureza e memória local
Entre as atrações estão o Museu Frei Miguel, no Centro de Eventos São João Batista, com mais de 300 peças de insetos, animais empalhados, madeiras e pedras coletadas em três estados. O Rio Estreito tem 32 espécies de peixes registradas, incluindo um lambari conhecido anteriormente apenas na Argentina.
A Paróquia São João Batista é um marco arquitetônico do centro. O município também reúne mais de 130 espécies de aves e 33 tipos de orquídeas e bromélias.
Luzerna foi distrito de Joaçaba por quase cinco décadas. A emancipação ocorreu pela lei estadual nº 10.050, de 29 de dezembro de 1995, e a administração própria começou em 1997. Em 1980, o município tinha pouco mais de 5,2 mil moradores; nos anos 2000, chegou a cerca de 5,5 mil.
Com 116,74 km², a cidade fica no Vale do Rio do Peixe, a 511 metros de altitude, e faz divisa com Joaçaba. O acesso é rodoviário, por estradas que ligam o Meio-Oeste catarinense a Chapecó e ao litoral.







