Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Barreira no Canal de Bristol pode combinar energia das marés e proteção costeira

Projeto britânico está em fase de pré-aprovação e prevê geração elétrica, controle de inundações e passagem de embarcações locais.

A proposta da West Somerset Tidal Lagoon ainda depende de avaliações ambientais, licenças e investimentos para avançar no Canal de Bristol, no Reino Unido. O projeto prevê uma barreira semicircular entre Minehead e Watchet, com funções que vão além da geração de eletricidade: a estrutura também poderá reduzir os efeitos de inundações costeiras e ressacas em áreas de Somerset.

O funcionamento será baseado no movimento regular das marés. A água entrará e sairá do reservatório por meio de turbinas bidirecionais, que podem operar nos dois sentidos do fluxo. A previsão é de quatro períodos diários de geração ativa, aproveitando tanto a enchente quanto a vazante.

Estrutura e operação

Com 22,5 quilômetros de extensão, a barreira será formada por 206 caixões de concreto pré-moldado. Esses módulos abrigarão 125 turbinas, enquanto comportas móveis ajudarão a controlar os níveis da água represada. O projeto também inclui eclusas para permitir a passagem de embarcações locais.

A potência instalada estimada é de 2.500 MW, com produção anual de cerca de 6,5 TWh. Esse volume poderia atender aproximadamente dois milhões de residências britânicas. A regularidade das marés é apresentada como uma característica central do empreendimento, já que os ciclos podem ser previstos ao longo do ano.

Avaliações e possíveis efeitos regionais

Antes de uma eventual construção, a iniciativa deverá passar por estudos ambientais no Canal de Bristol. A análise deverá considerar a fauna e os sedimentos da região. O projeto está em fase de pré-aprovação e busca de investimentos.

Além da geração de energia, a barreira é planejada como uma proteção para comunidades litorâneas vulneráveis. O empreendimento também prevê milhares de postos de trabalho, atração de indústrias ligadas à tecnologia marinha e qualificação profissional no sudoeste inglês.

Entre os efeitos esperados estão ainda o estímulo ao turismo ecológico, a criação de rotas esportivas sobre a estrutura e o desenvolvimento de cadeias produtivas de maricultura sustentável. A execução, porém, depende da obtenção das licenças necessárias.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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