A marca autoral DORUZOVA precisou retirar temporariamente sua loja virtual do ar depois de sofrer uma onda de acessos automatizados que extraíram fotos e descrições de produtos. Criada por Dominika Strápek Ružová, a empresa familiar também identificou cópias de seus designs em plataformas asiáticas, como Temu e SHEIN.
As redes automatizadas percorrem catálogos inteiros em pouco tempo. Durante as varreduras, os sistemas coletam imagens profissionais e informações detalhadas dos produtos, enquanto geram uma carga intensa sobre o servidor. Com isso, o comércio eletrônico pode ficar comprometido para visitantes reais.
O tráfego robótico também distorce os relatórios de desempenho. A presença artificial dificulta a análise do público, reduz a taxa de conversão e pode provocar quedas nas receitas diárias quando os ataques aumentam. No caso da DORUZOVA, a retirada temporária da loja foi adotada para conter novos danos.
Pouco depois da extração das imagens, versões simplificadas e mais baratas das criações apareceram em canais de venda asiáticos. A reprodução com fotografias roubadas pode levar consumidores a associar problemas dos produtos copiados à marca original, afetando a credibilidade construída pela empresa no setor criativo.
Medidas de proteção
Entre as ações recomendadas estão a instalação de firewalls específicos para bloquear tráfego robótico, a inclusão de identificações visuais nas fotos de catálogo e o monitoramento contínuo de plataformas externas. Essas medidas ajudam a detectar comportamentos suspeitos, dificultar o uso indevido das imagens e agilizar denúncias de violações de marca.
A situação também mostra que lojas pequenas não ficam fora do alcance de varreduras automatizadas. Para manter a operação do comércio eletrônico, empreendedores precisam adotar medidas preventivas, proteger criações e acompanhar o uso do próprio catálogo em canais de venda externos.







