Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Caiado pede investigação sobre acusações envolvendo Vorcaro, Kassab e campanhas de 2022

Em sabatina em São Paulo, o candidato defendeu que PF e STF apurem as denúncias e negou favorecer o Banco Master em Goiás.

Caiado diz defender investigação para apurar suposta propina de Vorcaro articulada por Kassab
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Ronaldo Caiado afirmou nesta sexta-feira (4) que apoia a abertura de investigações sobre a suposta propina que Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria entregue às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022. O relato atribui a Gilberto Kassab a articulação do pagamento.

Durante uma sabatina em São Paulo, Caiado foi questionado se manteria Kassab como vice caso a Polícia Federal investigasse o caso. O candidato respondeu que é necessário abrir todas as informações e lembrou que Kassab e Tarcísio negaram as acusações. Ele também defendeu que a PF e o Supremo Tribunal Federal verifiquem se houve irregularidade.

Às autoridades, Vorcaro teria afirmado que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio foram pagamento de propina articulado por Kassab. As declarações aparecem em três propostas de delação apresentadas pelo ex-banqueiro, que foram recusadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República. As instituições não consideraram que houvesse fatos inéditos, e Vorcaro não teria apresentado provas para confirmar as acusações.

O ex-banqueiro também citou caixa dois de R$ 10 milhões para o PSD. Kassab nega e afirma que os relatos não têm sustentação factual. Ele também diz não ter relação com Vorcaro.

Outras propostas apresentadas por Caiado

Caiado negou ter beneficiado o Banco Master durante o governo de Goiás por meio de um projeto de lei que ampliou o crédito consignado. Segundo ele, a medida alcançou todas as empresas que podiam oferecer crédito no estado, incluindo o banco.

Sobre o Supremo, o candidato defendeu idade mínima de 60 anos para ministros, quarentena de quatro anos antes do retorno à profissão e prazo de oito anos para que um magistrado possa entrar na política. Ele classificou o momento vivido pela corte como de desordem institucional e voltou a pedir a quebra do sigilo dos processos do Master e do INSS.

Na economia, Caiado propôs cortar 100% das emendas impositivas, auditar o dinheiro público e revisar quase R$ 600 bilhões em incentivos e isenções fiscais. Na segurança, manteve a oposição ao uso de câmeras por policiais.

Desempenho nas pesquisas

No Datafolha divulgado nesta quinta (3), Caiado registrou 4% das intenções de voto. Augusto Cury apareceu com 8%, depois de subir de 2%, e ficou isolado em terceiro lugar.

O candidato também tem sido cobrado a ampliar o foco de sua fala para além de Goiás. Na sabatina, disse que vai ser governador do estado, em vez de mencionar a disputa pela Presidência da República.

Para o cientista político Elias Tavares, o desafio é transformar a exposição da campanha em crescimento eleitoral e se consolidar como alternativa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Caiado foi deputado federal por cinco mandatos, iniciou o primeiro em 1991, e foi eleito senador por Goiás em 2014. Em 2018, chegou ao governo estadual e foi reeleito no pleito seguinte.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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