Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Caiado questiona Flávio Bolsonaro por viagem em avião ligado a Vorcaro

Ex-governador de Goiás afirmou que o senador deve explicar o uso de uma aeronave com participação do empresário Daniel Vorcaro.

Caiado detona viagem de Flávio Bolsonaro em jatinho de Vorcaro: “tem teto de vidro”

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por uma viagem realizada em um avião ligado ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O voo ocorreu em 19 de janeiro de 2025, entre a Flórida, nos Estados Unidos, e Brasília.

Em uma publicação nas redes sociais, Caiado disse que Flávio não teria autoridade para criticar adversários e cobrou explicações sobre a viagem. “Quem tem teto de vidro não pode jogar pedra nos outros, Flávio”, escreveu o candidato do PSD. Na mesma mensagem, ele relacionou o uso do jato a pagamentos e a um jantar com pessoas que, segundo a publicação, teriam lesado aposentados.

Como foi o voo

A aeronave era um Legacy 650, de prefixo PP-NLR. Ela saiu do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, com destino à capital federal. Além de Flávio Bolsonaro, estavam a bordo Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, esposa do senador, as duas filhas do casal e o advogado e empresário Willer Tomaz.

A identificação do avião ocorreu a partir do cruzamento de registros históricos de tráfego aéreo, planilhas de movimentação aeroportuária e informações do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). O deslocamento da família Bolsonaro com Tomaz já havia sido divulgado anteriormente.

O avião fazia parte de um modelo de copropriedade dividido em três cotas. Uma participação de 33,33% pertencia à Prime You, empresa que tinha Vorcaro como sócio no momento do voo e que comprou a fatia no final de 2024. A operação do jato cabia à Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços. Vorcaro permaneceu no quadro societário da empresa até setembro de 2025.

Outra cota era controlada por uma empresa de Willer Tomaz. Um relatório da Polícia Federal apontou que cada participação estava avaliada em US$ 5,5 milhões em maio de 2025.

Declaração de Willer Tomaz

Em nota, Tomaz confirmou ser titular de um terço das cotas e afirmou que a gestão do avião era responsabilidade da Prime You. Segundo ele, os voos eram privados e não remunerados. Quando havia lugares disponíveis, disse que convidava amigos com o mesmo destino para viajar sem cobrança.

O advogado declarou que só soube da participação de Vorcaro em abril de 2026. Depois disso, afirmou ter denunciado o contrato e iniciado uma disputa judicial contra a Prime You. Tomaz também disse que não conhece o empresário pessoalmente e negou ter feito negócios com ele.

O mesmo Legacy 650 foi usado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em agosto de 2025, sete meses depois do voo com a família de Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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