Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Campanha de Mateus Simões associa dificuldades ao desempenho de Romeu Zema

Aliados avaliam que a baixa presença do governo em rádio e TV dificultou o reconhecimento das ações da gestão de Minas Gerais.

A ‘culpa de Zema’ no fracasso de Matheus Simões em Minas, segundo a campanha
Foto: Divulgação/OGE-MG/Divulgação

A campanha de Mateus Simões (PSD) ao governo de Minas Gerais passou a relacionar as dificuldades da candidatura ao desempenho da empreitada presidencial de Romeu Zema (Novo). A avaliação entre aliados é que o governador deixou de representar o ativo eleitoral esperado pelo grupo nos últimos meses.

A análise também alcança a estratégia de comunicação adotada durante o governo. Para integrantes da campanha, faltou uma presença contínua em rádio e televisão para apresentar realizações, programas e resultados da administração estadual.

Comunicação e reconhecimento

A gestão priorizou as redes sociais, a exposição de Zema e uma comunicação mais enxuta, alinhada à imagem de austeridade cultivada pelo NOVO. Na avaliação dos aliados, essa escolha pode ter ampliado a distância entre o que o governo considera ter realizado e aquilo que o eleitor reconhece como legado.

A leitura é que a administração comunicou pouco nos meios tradicionais durante os anos de governo e chegou à reta final da eleição com pouco tempo para apresentar esse histórico ao público. Com isso, parte do reconhecimento esperado pela candidatura não teria sido construída antes do período de campanha.

Simões precisa defender uma gestão da qual participou e que pretende representar, mas encontra dificuldade para transformar esse legado em votos. O desafio aumenta porque o candidato à sucessão não tem, por conta própria, uma imagem suficientemente conhecida para ocupar o espaço político deixado pelo governador.

A estratégia cria uma tensão para o grupo: Simões precisa sustentar a continuidade do governo de Zema e, ao mesmo tempo, se afastar das limitações atribuídas à comunicação adotada até aqui. A candidatura também precisa apresentar o candidato como representante do projeto, sem reduzi-lo a um substituto do governador.

Esse movimento ocorre enquanto Zema participa de uma disputa nacional que, segundo a avaliação de aliados, não alcançou a dimensão esperada. Para a campanha, o desempenho nessa frente reduziu a força do governador como principal cabo eleitoral de Simões.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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