Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Cidade de Goiás preserva arquitetura colonial entre morros e o Rio Vermelho

Antiga Vila Boa cresceu com a mineração e mantém casarões, igrejas e técnicas construtivas baseadas em materiais da região.

A Cidade de Goiás, antiga Vila Boa, preserva um conjunto histórico formado por casarões, templos coloniais e edifícios construídos de acordo com o relevo e os materiais disponíveis na região. A paisagem se desenvolveu entre morros e as curvas do Rio Vermelho, em uma expansão espontânea, sem o traçado retilíneo de cidades planejadas.

A formação do povoado está ligada à descoberta de jazidas fluviais durante a corrida mineradora. O crescimento econômico transformou a localidade em um polo comercial e atraiu artesãos e colonizadores portugueses. A abertura de caminhos rurais acompanhou esse processo, assim como a fundação formal da antiga capital mineradora.

A Coroa portuguesa também instalou uma estrutura administrativa para controlar a extração mineral, mediar conflitos e organizar os tributos gerados pelo metal. Com a chegada do governador, foram construídas residências públicas e tribunais oficiais.

Uma cidade moldada pelo relevo

A ocupação acompanhou as margens do Rio Vermelho e respeitou o fluxo das águas. Pontes e ladeiras pavimentadas conectaram as duas margens do vale, enquanto o relevo montanhoso contribuiu para manter os edifícios afastados de intervenções modernas.

No centro antigo, as casas refletem costumes lusitanos adaptados ao clima do interior. As coberturas usam vigas robustas e telhas dispostas de forma contígua, formando conjuntos marcados pela simplicidade e pela funcionalidade.

A arquitetura também revela o aproveitamento dos recursos naturais próximos. O solo argiloso e a madeira regional foram usados em paredes espessas, associadas ao conforto térmico e à resistência. Entre as técnicas tradicionais estão o adobe moldado com barro cru e seco ao sol, a taipa de pilão compactada em formas de madeira e o pau a pique trançado com varas vegetais e preenchido com terra úmida.

Com o esgotamento das minas auríferas, o ritmo da região desacelerou. Esse processo favoreceu a preservação de tradições e construções, além de práticas como a produção caseira de doces típicos portugueses.

O reconhecimento da Unesco destacou a capacidade da Cidade de Goiás de integrar arquitetura colonial vernácula, topografia acidentada e ambiente natural. A distinção reforça a conservação do sítio histórico e atrai visitantes interessados na memória de artesãos, construtores e pioneiros da região.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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