A iluminação do quarto e a relação com os outros elementos do ambiente devem pesar na escolha da cor das paredes. Para Bruno Moraes, do BMA Studio, e Danielle Dantas e Paula Passos, do Dantas & Passos Arquitetura, a decisão também pode considerar o efeito desejado e o espaço disponível.
Verde para mudar sem exagero
Quem quer sair dos neutros, mas prefere evitar uma tonalidade muito intensa, pode considerar diferentes versões de verde. Bruno Moraes indica referências como sálvia, oliva e outras opções mais fechadas, que dialogam com madeira, palha e linho.
A escolha precisa levar em conta a entrada de luz natural. Conforme a tonalidade, o verde pode trazer delicadeza e luminosidade ou criar uma atmosfera mais envolvente. “O verde é versátil, pois pode assumir diferentes características a depender da tonalidade”, orienta o arquiteto.
Azul em uma parede de destaque
Os azuis mais fechados são apontados por Bruno Moraes como uma alternativa para acrescentar profundidade ao quarto. Uma maneira de usar a cor sem sobrecarregar o ambiente é concentrá-la em uma superfície e deixar as demais paredes com nuances mais claras.
Essa composição também permite adicionar personalidade ao projeto por meio de uma única área de destaque, em vez de aplicar a tonalidade intensa em todo o cômodo.
Terrosos aquecem a composição
Areia, argila, terracota suave, rosados queimados e marrons aparecem entre as opções para quem busca uma atmosfera mais quente. Danielle Dantas e Paula Passos ressaltam que não é necessário escolher um terracota muito forte: caramelo e rosados queimados também podem contribuir para um aconchego delicado.
Neutros como base flexível
Entre as alternativas mais fáceis de combinar estão os off-whites abertos, areia, bege e greige, mistura de cinza com bege. A paleta se distancia do branco muito frio e dos cinzas azulados que predominaram nos últimos anos, acrescentando calor sem pesar.
Segundo Danielle Dantas e Paula Passos, essas cores permitem valorizar a personalidade do quarto em elementos maiores, como a marcenaria, e em itens menores, como o enxoval de cama e os objetos decorativos.
O que considerar em quartos pequenos
Em dormitórios compactos, as cores claras ajudam a preservar uma sensação visual mais aberta. Ainda assim, os tons escuros não precisam ser descartados. Para Bruno Moraes, o equilíbrio da composição e a quantidade de luz disponível são decisivos.
Uma parede colorida pode funcionar como ponto focal. A área da cabeceira é uma possibilidade, por concentrar a cor em uma superfície que já tem uma função visual importante no projeto.







