Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Depoente fica em silêncio na CPMI do INSS diante de acusações sobre R$ 500 milhões

Domingos Sávio de Castro foi questionado sobre empresas, entidades e transferências ligadas ao chamado Careca do INSS.

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O empresário Domingos Sávio de Castro permaneceu em silêncio diante de perguntas sobre supostos desvios de mais de R$ 500 milhões de beneficiários do INSS. O depoimento ocorreu na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que anunciou a intenção de pedir a prisão preventiva do convocado.

A oitiva começou às 12h12 e terminou às 17h59 desta terça-feira (28). A sessão foi conduzida pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (PODEMOS-MG), e teve questionamentos do relator, Alfredo Gaspar (UNIÃO-AL).

Castro já foi condenado em primeira instância por organização criminosa em um processo de 2019, mas recorreu à segunda instância. Durante a sessão, ele invocou o direito ao silêncio em perguntas sobre empresas, entidades associativas e movimentações financeiras.

Empresas e relações investigadas

Um dos primeiros temas foi a Callvox, empresa de propriedade de Castro, criada em maio de 2022. O relator destacou que a companhia surgiu um mês depois de a Unaspub (União Nacional de Auxílio aos Servidores Públicos) firmar um acordo de cooperação técnica com o INSS, em 27 de abril de 2022.

O empresário afirmou que a Callvox era exclusiva da Unaspub e prestava serviço de atendimento ao cliente. Também disse que conheceu uma administradora da entidade, identificada como Janete, em Belo Horizonte, além de mencionar Antônio Lúcio, que vendia produtos de benefícios em Brasília.

Castro confirmou ainda uma relação societária entre a ACDS e Antônio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS. Segundo ele, Camilo era sócio da Prospect e também participava da ACDS, enquanto sua própria participação na empresa era de 33%. A Prospect detinha 67%.

O depoente negou que Camilo tivesse participação na Callvox. Também afirmou que os dois foram criados na Cidade Satélite do Guará, em Brasília.

A partir de perguntas sobre a DM&H Assessoria Empresarial, Castro passou a não responder à maior parte dos questionamentos, seguindo a orientação da advogada Renata Mota de Carvalho. Entre os temas estavam o recebimento de quase R$3 milhões da Prospect, de R$7 milhões da DM&H e de R$1.6 milhão da ACDS Call Center.

Ele também não respondeu sobre a Abrasprev, seu rendimento mensal antes de 2022, as empresas das quais foi sócio nos últimos dez anos e a entidade associativa identificada como Abapen. Outro ponto questionado foi o saque de R$100 milhões após um acordo com o INSS.

Valores citados na sessão

O relator apresentou um gráfico com as relações entre empresas e entidades investigadas. Na exposição, a CBPA foi associada a R$221 milhões recebidos e Adelino Rodrigues Junior, funcionário de Castro, foi apontado como procurador. O empresário disse que Adelino recebia salário de R$5 mil por mês.

Castro afirmou não saber quem colocou Adelino como procurador da CBPA nem se ele movimentava os R$221 milhões. Gaspar também afirmou que Adelino teria enviado R$59 mil a Thaisa Hoffmann, esposa do Procurador-Geral do INSS. Castro negou conhecer Thaisa.

A Abrasprev foi relacionada a R$67 milhões. Sobre a Prospect, o relator mencionou transferências de R$511 mil, R$1.621 milhão e R$895 mil para Castro, totalizando aproximadamente R$3 milhões. A DM&H teria enviado R$7 milhões, enquanto a ACDS teria enviado R$1.6 milhão e a Callvox, R$1.2 milhão.

Gaspar estimou o total em mais de R$500 milhões e classificou o caso como um roubo bilionário. O relator afirmou que pretende solicitar a prisão preventiva de Castro por garantia da ordem pública, aplicação da lei penal e conveniência da instrução criminal.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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