Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Ex-sócio de Flávio Bolsonaro diz guardar provas e cobra R$ 1,4 milhão

Alexandre Santini afirma ter documentos sobre a relação com o senador e diz que pode levá-lo à prisão; Flávio nega as acusações.

Quem é Santini, ex-sócio que diz poder colocar Flávio na cadeia
Foto: Reprodução

O empresário paulista Alexandre Ferreira Dias Santini afirma guardar mensagens, áudios, comprovantes bancários, notas fiscais e fotografias relacionados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de quem foi sócio e amigo. Ele diz que reuniu o material ao longo de quase duas décadas e passou a mencioná-lo depois do rompimento entre os dois, provocado por uma disputa financeira.

Santini conheceu Flávio no início dos anos 2000, no Rio de Janeiro, por meio de amigos em comum. Na época, mantinha uma empresa de importação e exportação com Carlos Alberto Parreira, ex-técnico da Seleção Brasileira. A proximidade com a família Bolsonaro aumentou, e o empresário passou a participar de eventos privados, viagens e festas, incluindo encontros na casa do jogador Neymar e réveillons em Angra dos Reis.

A relação se transformou em sociedade comercial quando Flávio ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro. O senador convidou Santini para participar da Bolsotini Chocolates e Café Ltda., uma franquia da Kopenhagen no shopping Via Parque, na Barra da Tijuca. Santini afirma que cuidava da administração diária e do caixa da loja.

O estabelecimento foi citado em investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre o esquema de “rachadinhas” no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Os investigadores apuraram se a loja poderia ter sido usada para lavar recursos obtidos com o recolhimento de parte dos salários de assessores. Promotores classificaram Santini como um “laranja de luxo”.

Disputa financeira e registros guardados

O rompimento ocorreu durante o período eleitoral de 2022, após divergências sobre as contas da antiga loja. Santini afirma ter acumulado prejuízos e passou a cobrar de Flávio um acerto de aproximadamente R$ 1,4 milhão. O valor envolveria distribuição de lucros, aportes feitos no começo da sociedade e despesas que, segundo ele, não foram ressarcidas.

O empresário relata que apresentou uma planilha em uma reunião no gabinete de Flávio no Congresso Nacional. De acordo com Santini, o senador teria reconhecido a existência da cobrança, mas depois se recusado a pagar e dito que ele poderia procurar a Justiça. Em outro momento da discussão, ainda segundo o empresário, Flávio teria afirmado: “Olha quem você é e olha quem eu sou… Você vai perder tempo e dinheiro.”

Após o rompimento, Santini enviou notificações extrajudiciais e apresentou uma reclamação pré-processual à Justiça de Brasília. Ele afirma que investiu R$ 1 milhão na loja: R$ 450 mil teriam sido aportados por ele, R$ 200 mil por Flávio e R$ 350 mil por Fernanda Bolsonaro, por meio de transferência bancária.

O ex-sócio também contesta a divisão dos resultados. Segundo suas contas, embora os dois tivessem participação igualitária, Flávio teria recebido R$ 1,7 milhão em lucros, incluindo R$ 700 mil em dinheiro vivo. Santini afirma ter recebido R$ 644 mil.

O material que ele diz conservar inclui registros sobre despesas pessoais de Flávio pagas por terceiros, operações imobiliárias com dinheiro em espécie, conversas com Fabrício Queiroz sobre pedidos de auxílio financeiro e fotografias de relógios de luxo atribuídos ao senador. Também haveria mensagens sobre a organização de encontros privados, fotografias de mulheres e registros de festas.

Em 2018, Santini viajou de carro para Juiz de Fora (MG) ao lado de Fabrício Queiroz. Depois, mudou-se para Brasília e abriu a Santitech Suporte em Tecnologia da Informação. A empresa ficou ativa durante dez meses e tinha como endereço cadastrado um lote sem construção na Asa Sul.

A pessoas próximas, Santini resumiu o potencial que atribui ao acervo: “Se eu quiser, eu ponho o Flávio na cadeia. Com o que eu tenho na mão, ele vai preso.”

Flávio rejeitou as acusações. Ao comentar em 2023 mensagens enviadas pelo antigo parceiro, chamou Santini de ex-sócio e ex-amigo, afirmou que não queria dar atenção a ele e classificou as denúncias como “infundadas”.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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