A feijoa, conhecida no Brasil como goiaba-serrana, é uma fruta nativa do Sul do Brasil e do norte do Uruguai que se tornou popular na Nova Zelândia. Apesar da origem sul-americana, a espécie passou a ser cultivada comercialmente no país e ganhou espaço no mercado interno e na exportação.
A planta é identificada pelo nome científico Acca sellowiana e pode se desenvolver como uma pequena árvore ou arvoreta, com cerca de 3 a 5 metros de altura. Segundo a Embrapa, tem tronco relativamente curto e tortuoso, casca parda que pode descamar e folhas simples, posicionadas em lados opostos dos ramos.
Folhas e flores ajudam no reconhecimento
A parte superior das folhas é verde, enquanto a face inferior tem tonalidade mais clara e aspecto aveludado. Essa diferença fica mais visível quando o vento movimenta a copa, revelando o contraste entre as duas superfícies.
A feijoa pertence à família Myrtaceae, que também inclui jabuticaba, pitanga e araçá. Suas flores têm pétalas claras, estruturas internas avermelhadas ou arroxeadas e muitos estames. A Embrapa registra ainda que as pétalas são comestíveis.
Fruto permanece verde
O fruto costuma ter formato ovalado ou arredondado e mantém a casca verde mesmo quando está próximo da maturação. Por isso, a aparência externa pode não indicar facilmente que ele está pronto para o consumo.
Quando é cortada, a feijoa mostra uma polpa clara e aromática, com textura própria e pequenas sementes concentradas na região central. Pesquisas com genótipos brasileiros apontam diferenças entre os frutos em características como qualidade, sólidos solúveis e composição. A espécie também é estudada por seus compostos bioativos e pelo potencial como alimento de interesse comercial.
Cultivo comercial na Nova Zelândia
Documentos do Ministério das Indústrias Primárias da Nova Zelândia registram a espécie como Acca sellowiana e indicam que o cultivo comercial já estava estabelecido no país. A produção atende ao mercado interno e também à exportação.
Assim, uma planta nativa do Sul do Brasil e do norte do Uruguai passou a integrar a fruticultura neozelandesa. No Brasil, a feijoa continua associada principalmente às regiões de clima mais ameno do Sul, onde faz parte da diversidade de frutíferas nativas.







