Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Remoção de ouriços abre espaço para florestas de kelp no norte da Noruega

Ação comunitária retirou quase cem mil ouriços e ajudou áreas costeiras degradadas a recuperar vegetação e abrigo para peixes jovens.

Uma mobilização de ciência cidadã ajudou a recuperar áreas costeiras degradadas no norte da Noruega. Voluntários do projeto Rissa Citizen Science retiraram quase cem mil ouriços-do-mar, animais herbívoros que haviam consumido a vegetação marinha nativa e deixado extensas áreas rochosas sem cobertura.

O trabalho reuniu quase quinhentos cidadãos em vinte e três intervenções ecológicas no litoral ártico. Parte das equipes atuou na remoção dos ouriços em pedras submersas, enquanto outros participantes registraram dados para medir os resultados e apoiar pesquisas futuras sobre restauração costeira.

Vegetação volta a ocupar áreas rochosas

A redução na quantidade de ouriços permitiu que esporos de algas encontrassem substrato para se fixar. Com isso, a vegetação marinha voltou a se estabelecer nas áreas antes dominadas por rochas expostas.

Em Sørsjetéen, um paredão de duzentos metros de extensão foi inteiramente ocupado novamente por grandes plantas marinhas. A formação densa de algas também passou a funcionar como uma barreira contra a turbulência das correntes.

O desequilíbrio havia começado depois que a sobrepesca histórica reduziu os predadores naturais dos ouriços nas águas frias da região costeira. Sem esse controle biológico, os animais se multiplicaram e consumiram a flora marinha, comprometendo o ambiente e afastando espécies que dependiam da vegetação para sobreviver.

Florestas submersas criam abrigo

O retorno das algas kelp e de outras macroalgas nativas reorganizou a estrutura do ambiente. As florestas subaquáticas passaram a oferecer abrigo contra predadores maiores, além de contribuir para a filtragem da água e a estocagem de carbono azul.

Peixes jovens encontraram nessas áreas condições para se alimentar e crescer. A restauração também favoreceu a formação de berçários naturais, aumentou a oferta de alimento e refúgio entre as folhagens e contribuiu para a melhoria da qualidade da água por meio da capacidade purificadora das macroalgas.

A experiência mostra o papel de ações comunitárias na recuperação de habitats marinhos degradados. A manutenção e a vigilância dos pontos restaurados continuam necessárias para consolidar o equilíbrio ambiental alcançado.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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