Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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GPS mostra como focas exploram turbinas eólicas em busca de alimento

Três focas-comuns foram rastreadas entre turbinas de parques eólicos no Mar do Norte, onde fundações submersas concentram presas.

Três focas-comuns passaram a usar as fundações submersas de turbinas eólicas como pontos de busca por alimento no Mar do Norte. O comportamento foi identificado nos parques de Sheringham Shoal e Alpha Ventus, onde os animais percorriam trajetos retilíneos entre as estruturas.

A observação ganhou detalhes com o rastreamento feito pela equipe coordenada por Deborah Russell, da University of St Andrews. Aparelhos de GPS foram fixados nas focas, e o monitoramento, divulgado pela Current Biology, registrou os mergulhos realizados durante as semanas de investigação.

Os dados mostraram que os animais não se deslocavam de forma aleatória pelo leito oceânico. Eles seguiam fileiras ordenadas de turbinas e diminuíam a velocidade ao se aproximar das colunas metálicas. A mudança indicou uma procura concentrada por presas ao redor das fundações.

Por que as fundações atraem animais

As estruturas instaladas em fundos oceânicos planos oferecem superfícies para a fixação de cracas, anêmonas e mexilhões. A presença desses organismos favorece a formação de uma cadeia alimentar no entorno das turbinas.

Pequenos peixes encontram abrigo nas frestas das estruturas e, depois, atraem cardumes maiores e predadores. Com isso, as colunas metálicas passam a concentrar diferentes espécies marinhas e podem funcionar como áreas previsíveis de alimentação para as focas.

Áreas protegidas no mar

Os parques eólicos offshore também são descritos como refúgios para a fauna, porque a pesca predatória de arrasto é restrita nesses locais. A menor pressão da pesca permite a permanência de peixes e contribui para a concentração de alimento.

Para a foca-comum, encontrar presas em pontos conhecidos pode reduzir a necessidade de longas viagens oceânicas e o gasto de energia durante a alimentação. O padrão observado indica que os animais incorporaram as estruturas artificiais à rotina de caça.

A descoberta reforça a necessidade de considerar as espécies oceânicas no planejamento de novos parques eólicos. As fundações podem alterar o ambiente marinho e criar refúgios para diferentes organismos, enquanto passam a fazer parte das estratégias de alimentação de animais selvagens.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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