SANTA CATARINA — A Ação Integralista Brasileira (AIB), fundada pelo jornalista Plínio Salgado em 1932, foi o principal grupo inspirado no fascismo europeu organizado no Brasil. No mesmo período, surgiram movimentos semelhantes, com pequenos partidos e organizações regionais ligados à ascensão de ideias autoritárias de direita e tendências antiliberais.
A mudança ocorreu durante o governo de Getúlio Vargas. Em 1942, o Brasil abandonou a neutralidade na Segunda Guerra Mundial, rompeu relações diplomáticas com Alemanha, Itália e Japão e se aproximou dos EUA. Na costa brasileira, submarinos alemães e italianos bombardearam navios mercantes.
Com esse novo cenário, a defesa de princípios nazistas e fascistas passou a ser associada à traição à pátria. A pesquisa sobre os movimentos de Santa Catarina investiga como brasileiros anteriormente vinculados a essas ideologias se reposicionaram quando o fascismo deixou de ser tolerado no país.
O estudo concentra-se justamente nesse momento de transformação: a passagem de uma fase marcada pela organização de grupos fascistas para outra em que a identificação com essas ideias passou a ter um significado político negativo no Brasil.








