Produtos perfumados e a limpeza das áreas visíveis nem sempre eliminam o cheiro desagradável no banheiro. Quando o odor permanece, é importante procurar a origem em pontos que ficam escondidos, em vez de apenas tentar disfarçá-lo com aromatizadores.
Um dos sinais que ajudam na investigação é perceber se o cheiro aumenta depois da descarga ou quando o cômodo fica fechado por várias horas. O ralo também merece atenção: cabelos, restos de sabonete, gordura corporal e outros resíduos podem ficar presos dentro da tubulação e se decompor. Assim, a grelha parece limpa, mas o odor retorna depois da lavagem.
Outro fator é a perda de água do fecho hídrico do ralo ou da caixa sifonada. Essa barreira líquida bloqueia a passagem de gases do esgoto para o ambiente. Segundo o engenheiro civil Roberto de Carvalho Júnior, em explicação publicada pela AECweb, falta de água, entupimento e problemas de ventilação podem favorecer o retorno do mau cheiro.
O sifão da pia também pode concentrar sujeira e apresentar vazamentos. Água parada misturada a cabelos, resíduos de produtos ou outros materiais pode manter o odor, mesmo quando a bancada e a cuba foram limpas por fora.
A base do vaso sanitário é outro ponto de verificação. Um anel de vedação danificado ou colocado de forma incorreta pode permitir a saída de gases do esgoto. A Roca Brasil aponta que falhas na vedação da saída do vaso estão entre as possíveis causas do mau cheiro e, quando o problema persiste, devem ser avaliadas tecnicamente.
A umidade prolongada contribui para o problema. Rejuntes porosos, escurecidos ou sempre molhados podem reter água e resíduos, favorecendo o crescimento de mofo. Isso pode ocorrer perto do box, atrás do vaso, nos cantos do piso e nas junções entre parede e bancada. Toalhas, tapetes, cortinas, paredes e armários também podem conservar umidade e fazer o cheiro voltar rapidamente.
Para começar, limpe os ralos, remova resíduos visíveis, confira se há água no sifão e lave e seque tecidos do banheiro. Manter a janela aberta sempre que possível ajuda na circulação de ar. Se houver manchas, rejuntes deteriorados ou superfícies que continuam molhadas, é necessário investigar possíveis vazamentos.
A Anvisa recomenda não misturar produtos de limpeza, seguir as instruções dos rótulos e guardar os saneantes em locais seguros. Se houver retorno de gases, vazamento, borbulhamento nos ralos ou suspeita de falha na vedação, um profissional hidráulico deve avaliar a instalação.







