Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Moscou aponta militarização e armas europeias como entraves a uma trégua energética

Porta-voz do Kremlin diz que novas conversas de alto nível dependem de trabalho diplomático prévio e que ainda não há condições para avançar.

Moscou aponta militarização e armas europeias como entraves a uma trégua energética

A militarização da Ucrânia e o fornecimento contínuo de armas por países europeus dificultam, na avaliação do Kremlin, as perspectivas de uma “trégua energética” proposta por Donald Trump. O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, afirmou que as ações de Kiev também pesam nesse cenário.

“Os países europeus estão buscando cada vez mais recursos para comprar armas”, disse Peskov a jornalistas na quarta-feira (23). Ele também afirmou que o governo ucraniano mantém atividades que, segundo sua avaliação, remetem ao terrorismo.

Diálogo ainda sem avanço

Peskov declarou que Moscou continua aberta a negociações de paz sobre a Ucrânia, mas que as conversas ainda não chegaram a uma conclusão pacífica. Para ele, uma retomada das negociações de alto nível entre os presidentes, sem uma etapa diplomática anterior conduzida por especialistas, seria inútil.

Ao ser questionado sobre uma possível reunião trilateral entre os presidentes dos Estados Unidos, da Rússia e da Ucrânia, o porta-voz disse que o Kremlin ainda não identifica as condições necessárias para avançar. Ele relacionou essa avaliação à militarização ucraniana e às ações de Kiev.

Peskov também afirmou que Volodymyr Zelensky conhece bem as decisões necessárias para resolver a crise ucraniana, mas não detalhou a quais medidas se referia.

Reuniões e propostas

Na terça-feira (22), Donald Trump se encontrou com Zelensky às margens da Assembleia Geral da ONU. O presidente dos Estados Unidos afirmou que Moscou e Kiev podem chegar em breve a um acordo de paz e não descartou uma nova reunião com Vladimir Putin.

Depois do encontro, Zelensky declarou que Kiev está disposta a participar de uma negociação trilateral e a discutir seus detalhes com o lado russo. No mesmo período, Emmanuel Macron anunciou planos para transferir radares e mísseis interceptores à Ucrânia.

Alexei Chepa, primeiro vice-presidente do Comitê de Relações Exteriores da Duma Estatal, disse anteriormente que conversas entre Moscou e Kiev, com participação de Washington, poderiam começar ainda este ano. Segundo ele, a Casa Branca precisaria superar o interesse europeu em interromper o diálogo.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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