Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Salas com mosaicos e pinturas revelam novas camadas da antiga Esmirna

Escavações na ágora e perto do teatro encontraram três ambientes decorados dos séculos V e VI, período em que a cidade seguia ativa.

A antiga cidade de Esmirna, na área da atual İzmir, revelou novas superfícies decoradas durante escavações em sua ágora e nas proximidades do teatro. Foram identificados três ambientes da Antiguidade tardia, com mosaicos, mármore e pinturas murais.

Dois desses espaços têm pisos de mosaico. O terceiro conserva revestimento de mármore. A presença desses materiais indica planejamento e investimento em uma época na qual a cidade continuava ativa. As pinturas chamaram atenção por terem surgido em setores onde esse tipo de decoração ainda não havia sido registrado.

Segundo o diretor da escavação, foi a primeira vez que pinturas desse tipo apareceram nessas áreas. O achado amplia o conjunto de referências visuais conhecido de Esmirna e mostra que a ágora ainda pode preservar elementos não identificados em estudos anteriores.

O que os materiais podem indicar

Mosaicos e mármore podem ajudar os pesquisadores a reconhecer limites, acessos e diferenças de hierarquia entre os ambientes. O desenho e a técnica também permitem comparações com outros edifícios datados.

A função das salas ainda não deve ser definida. Objetos encontrados no local, portas, marcas de desgaste e reformas precisam ser analisados para indicar se os espaços tinham uso administrativo, comercial, cerimonial ou outro.

Por que a cidade antiga parece sem cor

Pedras e tijolos costumam sobreviver melhor do que pigmentos e rebocos finos. Exposição ao sol e à chuva, reformas, incêndios e escavações antigas podem remover essas camadas, deixando à vista principalmente os materiais estruturais.

Por isso, uma ruína sem pintura não representa necessariamente a aparência original da cidade. Quando mosaicos e murais permanecem, eles ajudam a compreender como paredes e pisos organizavam circulação, prestígio e identidade.

Para recuperar uma pintura enterrada, a equipe expõe as camadas lentamente e registra sua posição, a relação com as paredes e a sequência dos depósitos. Depois, conservadores estabilizam o reboco solto. O trabalho inclui escavação em camadas finas, registro fotográfico e espacial, estabilização do reboco e análise de pigmentos e argamassas.

Esmirna foi ocupada e reconstruída durante séculos. Assim, cada camada da ágora pode preservar uma versão diferente do mesmo centro urbano, mesmo após décadas de pesquisas.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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