O veneno do ornitorrinco macho não está relacionado à captura de alimento. O sistema fica associado à reprodução e pode ser usado em confrontos entre machos, de acordo com a relação entre o aumento da produção e a época reprodutiva.
A estrutura fica nas patas traseiras. Em cada pata de um macho adulto há um esporão rígido próximo ao tornozelo. Um canal conecta a peça à glândula produtora de veneno, permitindo que o animal libere a substância ao cravá-la durante uma defesa ou disputa por espaço.
Diferença entre machos e fêmeas
Fêmeas jovens também apresentam estruturas rudimentares, mas elas não permanecem funcionais como nos machos. Essa diferença ajuda a sustentar a interpretação de que o veneno tem relação com a competição reprodutiva, e não com a alimentação.
O ornitorrinco encontra presas aquáticas principalmente por meio de receptores no bico. Peixes e invertebrados são triturados, sem que o veneno seja necessário para capturá-los.
Risco do contato
Não há registro confirmado de morte humana causada por um ornitorrinco. Ainda assim, uma ferroada pode provocar dor extrema e inchaço, com desconforto persistente por muito tempo, conforme relatos clínicos.
O animal tende a evitar pessoas. Os acidentes estão ligados sobretudo ao manuseio, à contenção ou a situações em que ele se sente ameaçado. Em um resgate, a orientação é isolar a área e procurar profissionais de fauna, em vez de tentar segurá-lo sem treinamento. Depois de uma ferroada, é necessário buscar atendimento médico.
A combinação de bico achatado, cauda larga, pés com membranas e reprodução por ovos já diferencia o ornitorrinco de muitos outros mamíferos. O esporão acrescenta outra característica ligada à defesa e à reprodução. A espécie vive em rios australianos e reúne traços que ajudam a investigar a história evolutiva dos mamíferos venenosos, um grupo considerado raro.







