O descarte de papel e outros resíduos no vaso sanitário pode comprometer o escoamento, causar bloqueios nas tubulações e gerar despesas com reparos emergenciais. O problema começa quando materiais sólidos chegam a redes hidráulicas projetadas, em grande parte das residências brasileiras, para receber líquidos e resíduos orgânicos simples.
A orientação é usar uma lixeira com tampa ao lado do sanitário e conversar com familiares e visitantes sobre o descarte correto. A medida evita a entrada de materiais fibrosos nas tubulações e ajuda a manter o sistema desobstruído.
O que acontece dentro dos canos
Papéis comercializados no país podem apresentar resistência mecânica, o que dificulta a desintegração das fibras de celulose durante o trajeto pela tubulação. Parte do material pode formar massas compactas e aderir às paredes dos canos, especialmente em estruturas antigas.
O resíduo também tende a se concentrar em curvas e junções. Com o acúmulo, o espaço disponível para a passagem diminui, o escoamento fica mais lento e a obstrução pode exigir a contratação de encanadores qualificados.
Possíveis efeitos do bloqueio
Em uma obstrução completa, a água residual perde a saída natural e pode retornar por ralos e vasos sanitários. O refluxo de dejetos pode provocar alagamentos, deteriorar pisos e revestimentos e espalhar contaminação biológica em ambientes residenciais.
A pressão reversa ainda pode romper conexões hidráulicas escondidas, favorecendo infiltrações e odores difíceis de eliminar. O contato com microrganismos presentes nesse material também expõe os moradores a doenças.
Cuidados com o encanamento
Além de manter uma lixeira apropriada no banheiro, é recomendado fazer vistorias periódicas nas conexões para identificar vazamentos no início. Gorduras e restos de alimentos também não devem ser lançados em ralos residenciais.
As diretrizes podem variar conforme o município, porque as redes de tratamento têm características técnicas diferentes. A Sanepar alerta que itens inadequados no esgoto sobrecarregam as estações coletivas e criam obstáculos para o saneamento.
Enquanto a infraestrutura do imóvel ou da cidade não tiver capacidade comprovada para absorver celulose, a orientação é descartar o papel na lixeira com tampa, em vez de colocá-lo no vaso sanitário.







