O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, reuniu cerca de mil apoiadores em um evento de campanha realizado na noite desta sexta-feira em frente ao campus da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). A maioria do público era formada por jovens.
Acompanhado de candidatos ao Legislativo, Santos criticou outros concorrentes e fez referências a escândalos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o Banco Master e descontos indevidos a beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), ele se apresenta como uma alternativa à polarização política.
Durante o discurso, o candidato também atacou Lula e Flávio Bolsonaro. Santos afirmou que não pretende conversar com Flávio Bolsonaro fora dos debates e disse que retiraria a candidatura para apoiá-lo caso o adversário demonstrasse desempenho superior.
“Não haverá, em nenhum momento, nenhuma conversa com Flávio Bolsonaro que não seja no debate”, declarou Santos. Ele aparece com 2% de intenção de voto na última pesquisa eleitoral da BTG/Nexus.
Ação contra reajuste do Bolsa Família
Após o Governo Federal anunciar reajuste de 15% nos valores pagos pelo Bolsa Família, a campanha de Santos entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a suspensão da medida. A equipe alegou que o aumento, adotado menos de três semanas antes do primeiro turno, poderia influenciar o resultado da eleição.
O ministro André Mendonça foi escolhido por sorteio como relator do processo. Santos afirmou que não teme a decisão e criticou eleitores que, na avaliação dele, poderiam trocar o voto pelo benefício de R$ 90,00.
Ao fim do ato, representantes do partido autografaram livros amarelos com propostas para um eventual mandato. O material traz os lemas “Prendeu, matou” e “O futuro é glorioso”. Amanhã, a campanha segue para Capão da Canoa, no Litoral Norte, onde o candidato tem agenda pela manhã.







