Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Costa do Descobrimento reúne oito áreas de proteção entre Bahia e Espírito Santo

Conjunto reconhecido pela Unesco preserva florestas de tabuleiro, restingas, muçunungas e espécies endêmicas da Mata Atlântica.

Entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, um conjunto de áreas protegidas mantém remanescentes da Mata Atlântica, restingas e outros ambientes costeiros. As Reservas da Costa do Descobrimento somam oito unidades e ocupam mais de cento e doze mil hectares.

O território foi reconhecido pela Unesco em 1999 como Patrimônio Mundial Natural. A proteção inclui formações de mata tropical e áreas litorâneas sobre solos arenosos, além de florestas de tabuleiro com copas densas e árvores que ultrapassam quarenta metros de altura.

Unidades que formam o conjunto

Fazem parte das reservas os parques nacionais do Descobrimento, Monte Pascoal e Pau Brasil, administrados pelo ICMBio. O mosaico também reúne as reservas biológicas de Sooretama e Una e as propriedades particulares de Linhares e Veracruz.

Essas áreas preservam diferentes ambientes costeiros, como restingas e muçunungas adaptadas a terrenos arenosos e drenados. A continuidade das matas oferece abrigo para mamíferos e aves que dependem de áreas florestais conectadas.

Diversidade de espécies

Antas, queixadas e felinos estão entre os animais encontrados na região. A avifauna inclui beija-flores, papagaios e arirambas. Muitas espécies são endêmicas, ou seja, ocorrem exclusivamente nos limites geográficos dessas reservas.

O isolamento geográfico contribuiu para a evolução de linhagens biológicas próprias. Além disso, antigas conexões com áreas ao norte favoreceram a mistura de diferentes biomas sul-americanos. Por isso, os remanescentes são usados por cientistas para estudar processos ecológicos costeiros e adaptação climática.

Água e conexão entre fragmentos

As florestas retêm a água da chuva e contribuem para a proteção de mananciais e recursos fluviais usados no consumo humano e na irrigação agrícola. A criação de corredores ecológicos entre os fragmentos ajuda a diminuir o isolamento genético e a combater a caça predatória.

A conservação do conjunto busca manter o equilíbrio da Mata Atlântica e proteger os ecossistemas e as espécies que dependem dessas áreas.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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