A Indian Railways estuda estender até a estação de Azadpur, em Nova Délhi, o trajeto do primeiro trem movido a hidrogênio da Índia. A proposta busca aumentar o uso da composição, que opera entre Jind e Sonipat, no estado de Haryana, e enfrenta baixa demanda desde o início das atividades.
Inaugurado em julho de 2026, o trem foi desenvolvido pela ferrovia nacional para transportar 2.600 pessoas. Mesmo com essa capacidade, os relatórios operacionais registram entre 40 a 60 passageiros por viagem.
Uma rota criada para testar a tecnologia
O percurso atual tem 89 quilômetros e liga as cidades de Jind e Sonipat. A composição usa células de energia que liberam apenas vapor de água na atmosfera, substituindo combustíveis fósseis por uma solução movida a hidrogênio.
A escolha do trecho priorizou a realização de testes operacionais em condições reais. A baixa procura, porém, não começou com o novo trem: a antiga composição a diesel também enfrentava dificuldades semelhantes na linha. A ausência histórica de trabalhadores industriais que façam deslocamentos diários entre os dois municípios limita o fluxo de passageiros.
Outro fator apontado é a falta de polos comerciais ao longo do trajeto, o que reduz a atração de usuários da região. Especialistas avaliam que composições de alta capacidade precisam estar conectadas a grandes centros urbanos para alcançar maior utilização.
O que será analisado antes da expansão
A extensão até Azadpur pretende integrar o serviço a um mercado de grande circulação e atender trabalhadores que se deslocam diariamente para polos comerciais metropolitanos. A ferrovia ainda precisa avaliar se a nova operação é viável.
Entre os pontos em análise estão o abastecimento e a autonomia dos cilindros de hidrogênio, a coordenação dos horários na malha de tráfego intenso da capital e os protocolos de segurança para o transporte de passageiros em áreas metropolitanas.
As avaliações foram registradas em setembro de 2026. Antes de autorizar a circulação regular até a capital, as autoridades ferroviárias conduzem estudos técnicos e operacionais para garantir o abastecimento contínuo, evitar falhas de autonomia em trajetos longos e manter a segurança do serviço.







