A chegada de um bebê muda a rotina de Tony em “Um Tio Quase Perfeito 3” e conduz a nova etapa da franquia estrelada por Marcus Majella. Com os sobrinhos já jovens, o personagem precisa lidar novamente com o cuidado sem ter experiência, enquanto a família encontra novos lugares para cada integrante.
Para Majella, a criança foi decisiva para que a terceira história fizesse sentido. A presença do bebê também trouxe dificuldades durante as filmagens, mas o ator afirmou ter ficado orgulhoso do resultado. Na trama, Tony tenta não se apegar, mas acaba criando um vínculo com a criança.
Uma família fora do padrão tradicional
O diretor Pedro Antonio define a produção como um family film, com espaço para humor e emoção. A família de Tony foi construída ao longo dos filmes e reúne o teatro, a iguana, o tio Beto e, agora, o bebê.
Segundo o diretor, essa formação permite abordar diferentes configurações familiares presentes no Brasil. O desafio foi mostrar a passagem do tempo e tratar o ciclo da família e da vida de forma divertida e emocionante.
A experiência também fez Majella refletir sobre a própria vontade de ter filhos. Depois das dificuldades de gravar com uma criança, o ator disse que passou a reconsiderar se a paternidade é uma prioridade neste momento, quando deseja viajar mais e reduzir o ritmo de trabalho.
Homenagem a Eunice Paiva
O filme mantém uma característica de Tony: contar histórias antes de dormir inspiradas em produções e personagens brasileiros conhecidos. Desta vez, a referência é Eunice Paiva, personagem central da história retratada em “Ainda Estou Aqui”.
A homenagem surgiu durante a escrita do roteiro, em um período de grande repercussão do filme e de reconhecimento da trajetória de Eunice. Pedro Antonio afirmou que a escolha também homenageia Fernanda e foi pensada em conexão com o hábito de Tony de criar histórias para os sobrinhos.
A influência de Paulo Gustavo
Marcus Majella e Pedro Antonio também falaram sobre Paulo Gustavo, com quem trabalharam e mantiveram amizade. Para Majella, o ator e humorista ajudou a consolidar um cinema popular capaz de reunir público, afeto e temas do cotidiano.
Pedro destacou a capacidade de Paulo Gustavo de combinar humor e emoção em situações reconhecidas pelos espectadores. O diretor também lembrou um conselho do amigo: o filme precisa entregar ao público aquilo que promete, e o trailer deve traduzir a obra.
Na avaliação de Pedro Antonio, o público brasileiro gosta de se reconhecer na tela. Ele defendeu que os filmes nacionais estejam presentes nos cinemas de forma contínua, para que assistir a uma produção brasileira se torne um hábito, e não um acontecimento separado por longos intervalos.







