Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Vigan mantém casas adaptadas ao clima e ruas preservadas nas Filipinas

Centro histórico combina planejamento espanhol, técnicas chinesas e saberes locais em construções que atravessaram guerras e mudanças urbanas.

Casas com base de pedra, andares superiores de madeira e janelas feitas com conchas marinhas ajudam a explicar como o centro histórico de Vigan preservou sua paisagem urbana. A cidade, no norte das Filipinas, reúne técnicas locais, influências chinesas e elementos da arquitetura europeia.

As construções conhecidas como bahay na bato foram projetadas para lidar com as condições do ambiente e com abalos sísmicos recorrentes. No primeiro piso, a pedra oferece sustentação; acima, a madeira reduz o peso da estrutura. As janelas com conchas translúcidas deixam entrar luz natural sem reter calor, enquanto grandes aberturas favorecem a ventilação cruzada.

Uma cidade marcada pelas trocas culturais

A presença de mercadores chineses na região de Ilocos Sur influenciou os hábitos construtivos e se somou aos conhecimentos tradicionais nativos. Esse encontro também incorporou conceitos estéticos europeus, dando origem a residências adaptadas ao clima tropical e aos costumes asiáticos.

O centro urbano foi organizado pelos colonizadores espanhóis em formato de grade, com praças centrais. Ao redor delas, foram construídos edifícios religiosos e prédios administrativos. O traçado facilitava o comércio regional e a circulação, além de estruturar os espaços de convivência da cidade.

A preservação da Calle Crisologo

Na Calle Crisologo, casarões senhoriais permanecem ao longo de ruas de pedra. Veículos motorizados não circulam livremente por ali, e as carruagens tradicionais puxadas por cavalos reforçam a aparência colonial do local. Entre as atrações estão os passeios em kalesa, as lojas de cerâmica, as oficinas de tecelagem artesanal ilocana e os casarões iluminados por lanternas ao entardecer.

Vigan também sobreviveu aos bombardeios intensos da Segunda Guerra Mundial porque acordos locais impediram a destruição deliberada da cidade pelas tropas em retirada. A preservação de seus edifícios manteve vivas as marcas das conexões comerciais e culturais que formaram o núcleo histórico.

Para os visitantes, caminhar pelas ruas de pedra permite conhecer um entreposto colonial conservado e observar como diferentes povos participaram da construção da paisagem. A proteção contínua dos monumentos mantém as memórias comunitárias diante das mudanças da modernidade.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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