A votação no plenário do Senado sobre o fim da escala 6×1 deve ocorrer depois do primeiro turno das eleições, afirmou o senador Paulo Paim (PT-RS). A análise da proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas a inclusão da pauta no plenário foi barrada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O relatório aprovado pelos senadores mantém o mesmo conteúdo da proposta que passou pela Câmara dos Deputados. O texto prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários e com um período de transição.
Paim destacou que a aprovação na CCJ ocorreu sem alterações. Para o senador, a mudança atende a uma reivindicação antiga dos trabalhadores pela escala 5×2. Ele relacionou a redução da jornada a mais tempo para a família, os estudos e o descanso, além de preparação para as novas tecnologias.
Produtividade e próximos passos
O senador também contestou a ideia de que a redução da jornada aumentaria os custos para os empregadores e reduziria a produtividade. Ao citar dados do IBGE e uma análise do Dieese, Paim afirmou que a produtividade na indústria cresceu cerca de 84% depois da redução de 44 para 40 horas.
França, Chile, Bélgica e Uruguai foram mencionados por Paim como países que também caminham para diminuir a jornada de trabalho. Ele ressaltou ainda os efeitos da mudança para mulheres que acumulam uma tripla jornada.
Segundo o senador, após um apelo feito na tribuna, Alcolumbre disse que colocaria a proposta em votação. Paim afirmou que está em seu último mandato e que gostaria de deixar a aprovação para as próximas gerações. “Paim, você vai levar o diploma [da aprovação do fim da escala 6×1] para casa. Eu vou colocar para votação”, teria respondido o presidente do Senado.






