A chegada de um novo animal altera a rotina da casa e também pode afetar o pet que já vivia no local. Para reduzir a tensão, o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, Thiago Ramos Pinto, recomenda preparar ambientes separados e fazer a aproximação aos poucos.
Cinco erros comuns na adaptação
1. Promover o encontro logo na chegada
O novo pet ainda precisa conhecer o ambiente, enquanto o animal residente pode reagir à mudança. Entre gatos, uma alternativa é mantê-los separados no começo e trocar objetos com o cheiro de cada um antes do contato direto.
2. Forçar a aproximação
Prender um dos animais ou insistir no contato quando ele tenta se afastar pode elevar a tensão. O ideal é fazer encontros breves e controlados, sempre com espaço para que os dois recuem. Quando a apresentação envolve cão e gato, o felino deve ter acesso a um local onde consiga se refugiar.
3. Fazer os pets compartilharem tudo desde o início
Comedouros, camas, brinquedos e caixas de areia podem virar motivo de disputa. A orientação é distribuir esses recursos em lugares diferentes para diminuir a competição. Em casas com mais de um gato, também é preciso planejar a quantidade e a posição das caixas de areia.
4. Deixá-los sem supervisão cedo demais
Um primeiro encontro tranquilo não encerra a adaptação. Os contatos precisam ser acompanhados, e os animais devem continuar separados quando não houver ninguém por perto, até que a convivência se mostre estável.
5. Desconsiderar sinais de desconforto
Esconder-se, evitar o outro animal e demonstrar tensão indicam que o ritmo pode estar rápido demais. Se houver estresse persistente ou risco de agressão, os encontros devem ser interrompidos, com busca de orientação de um médico-veterinário ou de um profissional qualificado em comportamento animal.
Cada dupla tem seu próprio tempo. No início, o objetivo é garantir que os animais permaneçam seguros e tranquilos na mesma casa; a proximidade pode acontecer depois, sem ser imposta.







