Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Estante, cartas e discos revelam a intimidade da Casa de Vidro em nova exposição

Mostra do Instituto Bardi reúne projetos, objetos e registros pessoais de Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi na residência do casal.

Estante, cartas e discos revelam a intimidade da Casa de Vidro em nova exposição
Foto: Divulgação/Instituto Bardi

Uma estante de vidro reconstruída, cartas trocadas em viagens e uma coleção com mais de 180 discos de vinil estão entre os itens que apresentam a dimensão doméstica da Casa de Vidro. A residência de Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi é tema da exposição Janelas de Afeto e Memória, organizada pelo Instituto Bardi.

Com curadoria de Bruno Simões e expografia de Giancarlo Latorraca, a mostra abre ao público em 26 de setembro e permanece em cartaz até 5 de dezembro de 2026. A proposta é acompanhar as mudanças da casa ao longo dos últimos 75 anos, reunindo materiais ligados à arquitetura, ao design, à arte e à rotina do casal.

Objetos de uma casa vivida

A estante foi criada originalmente por Lina para a biblioteca da residência. A versão apresentada na exposição permite observar a solução pensada pela arquiteta e a relação entre o mobiliário e o espaço. A peça original foi desmontada porque o vidro usado na época não suportava o peso dos livros.

Também fazem parte do conjunto móveis desenhados por Lina para a casa, como a cadeira Bola de Latão. Estudos de engenharia e os primeiros desenhos do projeto ajudam a mostrar a estrutura apoiada em pilotis metálicos, que eleva a construção do solo.

Bilhetes, vestimentas, correspondências e registros pessoais completam o retrato da vida no local. Há ainda desenhos de insetos e animais encontrados no entorno, além de fotografias, obras de arte e uma coleção de arte popular ligada aos interesses de Lina e Pietro.

Da ideia ao cotidiano

Concluída em 1951, a Casa de Vidro evidencia a presença do modernismo no trabalho de Lina e as referências trazidas pelo casal da Itália no período do pós-guerra. Os documentos permitem acompanhar o desenvolvimento do projeto antes de a arquiteta assinar obras como o MASP e o Sesc Pompeia.

A seleção também dá espaço à música. Os discos pertencentes ao casal foram catalogados, e uma playlist baseada nessa coleção pode ser acessada na exposição por meio de um QR Code. Para Bruno Simões, a mostra acompanha o percurso da residência desde sua concepção até a maneira como foi habitada: “o importante era mostrar o processo de uma vida”.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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