Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Reforma revela fachada de mercearia dos anos 1950 dentro de uma casa

Casal encontrou letreiro, marcas do balcão e registros que ajudaram a reconstituir a história da Mercearia Estrela.

Reforma revela fachada de mercearia dos anos 1950 dentro de uma casa

Durante a reforma, Marina e o marido descobriram a fachada preservada de uma antiga mercearia dentro da sala da casa. O reboco caiu em placas e revelou letras azuis sobre fundo amarelo, desenhos de latas e preços escritos à mão. A parede não aparecia nas fotografias recentes nem na escritura do imóvel.

Antes de continuar a demolição, o casal interrompeu a obra para entender a origem da estrutura e procurar pessoas que ainda se lembrassem do comércio. A investigação mostrou que a sala atual havia sido, décadas antes, um recuo aberto para a rua, onde funcionava a Mercearia Estrela.

Quando a mercearia fechou, novos proprietários construíram outra parede alguns metros à frente. A antiga entrada foi incorporada ao interior da residência, enquanto o letreiro ficou protegido entre camadas. Marcas de dobradiças indicavam a posição da porta, e uma faixa mais lisa apontava o local onde o balcão ficava encostado na fachada.

Pistas sobre a antiga mercearia

Os anúncios pintados citavam embalagens que deixaram de circular. Um calendário incompleto conservava dois algarismos do ano, e uma ficha de entrega encontrada sob uma prateleira trazia um sobrenome e um número de rua. Marina fotografou os elementos antes de retomar qualquer intervenção.

Uma busca em jornais digitalizados localizou um anúncio da Mercearia Estrela na década de 1950. A confirmação ajudou a relacionar a pintura e os objetos encontrados à antiga atividade comercial, embora não houvesse uma data completa para a fachada.

O casal também mostrou uma fotografia a moradores mais velhos, sem apresentar uma conclusão pronta. Três pessoas reconheceram o nome Estrela. Uma senhora contou que comprava pão no local a caminho da escola e descreveu potes de vidro alinhados no balcão. Outro morador lembrou que o dono anotava as compras em um quadro perto da porta.

As lembranças coincidiam com as marcas na parede. Pequenos círculos correspondiam a suportes de prateleiras, enquanto um retângulo escuro tinha as dimensões de um quadro. A senhora ainda identificou o sobrenome da ficha de entrega. Tratava-se do filho do comerciante, que vivia em outra região e guardava fotografias do estabelecimento.

Preservação durante a obra

O filho chegou com um álbum e reconheceu a pintura. Em uma das imagens, crianças apareciam diante da mercearia, e a posição das letras correspondia ao trecho revelado. A fotografia também mostrou que parte do anúncio havia sido repintada depois de uma mudança de fornecedor, o que explicou a sobreposição de duas cores.

Ele contou que o balcão foi vendido quando o pai adoeceu e que a família não sabia se o letreiro havia permanecido. O filho entregou cópias digitais das fotos e ajudou a identificar antigos clientes, sem pedir a retirada da parede nem reivindicar objetos.

Para decidir como seguir, Marina e o marido chamaram um profissional, que avaliou estabilidade, umidade e camadas de tinta. Eles também consultaram orientações sobre preservação de bens materiais, sem afirmar que a parede tivesse proteção formal. Amostras soltas foram guardadas em envelopes identificados, e as etapas receberam fotografias com escala e data.

A equipe removeu apenas o reboco solto, estabilizou as bordas e mudou a passagem elétrica planejada. A fachada ficou visível atrás de uma divisória de vidro, afastada de móveis e de pontos sujeitos a vapor. Raspar toda a superfície para deixar as cores novas poderia destruir partes originais.

A reforma terminou com a sala menor do que o previsto inicialmente. Na inauguração, antigos clientes voltaram ao endereço e reconheceram pontos da fachada. Marina colocou ao lado do vidro uma legenda com o período aproximado e as incertezas restantes. A iluminação indireta foi escolhida para não aquecer a pintura, e o casal passou a registrar anualmente fissuras e mudanças de cor.

Os relatos dos antigos clientes foram arquivados separadamente. A parede continuou pertencendo à casa, mas passou a registrar uma etapa anterior do imóvel e a explicar as proporções incomuns daquele cômodo.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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