Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Incêndios ameaçam habitat de orangotangos em Kalimantan

Fogo, fumaça e destruição de turfas reduzem áreas de alimentação e dificultam a recuperação das florestas usadas pelos primatas.

A recente onda de incêndios florestais em Kalimantan atingiu cerca de sessenta por cento do território ocupado por orangotangos, segundo levantamento técnico realizado pela Geopix com dados de monitoramento do Sipongi. Dos milhares de pontos de calor registrados no período crítico, quase oitenta por cento ocorreram em zonas de refúgio da fauna.

A destruição reduz as áreas verdes disponíveis para alimentação, descanso e deslocamento dos primatas. Entre as populações mais afetadas estão as da subespécie Pongo pygmaeus wurmbii, pertencente à espécie Pongo pygmaeus. As chamas também interrompem corredores naturais e dificultam a circulação genética entre os grupos que permanecem nas florestas.

Impactos sobre os animais

A fumaça gerada pela queima de turfa compromete a saúde dos orangotangos, com problemas respiratórios agudos e enfraquecimento de filhotes e fêmeas. A perda de visibilidade e o aumento da temperatura desorientam os grupos familiares durante a fuga.

Sem copas preservadas e com a redução das árvores usadas para nidificação e descanso, os animais também perdem fontes de frutas silvestres. A fome e a desidratação aceleram o declínio populacional e reduzem a sobrevivência dos indivíduos.

Por que a recuperação é difícil

Nas florestas equatoriais, os terrenos de turfa podem continuar queimando em profundidade por semanas sob a vegetação superficial. A combustão consome matéria orgânica acumulada por milênios e mantém focos subterrâneos mesmo durante períodos de chuva branda, dificultando o combate.

A perda da camada orgânica do solo atrapalha a germinação de sementes nativas e retarda a regeneração florestal por décadas. A ausência de animais polinizadores ainda dificulta a dispersão natural das sementes, prolongando a falta de recursos para os primatas.

Medidas de contenção

Entre as ações indicadas estão o reforço de brigadas locais preparadas para atuar em terrenos acidentados e turfas profundas, além do uso coordenado de satélites e dados de focos de calor para responder rapidamente a novos incêndios.

Também são apontadas a criação de corredores permanentes de proteção e a aplicação rigorosa de sanções contra queimadas criminosas. Essas medidas buscam preservar áreas de refúgio e evitar a continuidade da perda de habitat.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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