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Jão usa palacete centenário de São Paulo como cenário para clipe de Aurora

Gravação aconteceu em imóvel projetado por Ramos de Azevedo e marcado por vitrais, tijolos aparentes e décadas de abandono.

Jão usa palacete centenário de São Paulo como cenário para clipe de Aurora
Foto: Youtube/Reprodução

Jão escolheu um palacete histórico da região da Sé, na capital paulista, como cenário do videoclipe de Aurora, faixa do álbum mais recente do cantor. A gravação foi realizada no espaço conhecido como Ruínas do Ramos, em um imóvel construído em 1919 e projetado pelo arquiteto e engenheiro Ramos de Azevedo.

No vídeo, o artista aparece em um ambiente que remete a uma antiga enfermaria, com camas enfileiradas e bailarinos. Os vitrais da construção dividem espaço com paredes de tijolos alaranjados, reforçando a presença da arquitetura histórica na produção.

A edificação fica na atual rua Roberto Simonsen, na região da Sé, mas mantém o número original da época da construção: 6 da rua do Carmo. Ramos de Azevedo, responsável pelo projeto, também participou da criação de cartões-postais paulistanos como o Theatro Municipal e a Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Imóvel passou por décadas de abandono

A propriedade ficou cerca de 90 anos sem ocupação permanente. Quando foi adquirida pelo empresário Allan Ruiz, no início do ano, apresentava marcas de deterioração no interior, como vidraças quebradas e estruturas desgastadas. A fachada já havia passado por ao menos uma restauração, enquanto elementos originais permaneciam no imóvel, entre eles pisos de diferentes tipos, vidraças nas quatro escadas e pias centenárias.

Ao observar inscrições nos tijolos, Ruiz investigou a origem do material. A ligação com Ramos de Azevedo foi confirmada após uma consulta ao Arquivo Municipal, onde ele encontrou documentos originais do projeto assinados pelo arquiteto. O prédio também foi um dos primeiros da cidade a utilizar estrutura de concreto armado.

O edifício foi erguido para abrigar a Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo e a Policlínica, que permaneceram no local por cerca de 18 anos. Em 1924, os bens conjuntos foram hipotecados. No início de 1939, a Sociedade de Medicina deixou definitivamente o endereço, que passou para as mãos de credores, incluindo a Caixa Econômica Federal.

O imóvel foi tombado pelo Conpresp em 2015. Depois de perder a função original e deixar de ter uso contínuo no fim dos anos 1930, passou a ser utilizado apenas de forma esporádica para eventos. Ruiz decidiu transformá-lo em espaço cultural, com preservação da estrutura original.

Outros endereços usados pelo cantor

Jão também gravou o videoclipe de Catedral no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o Masp, fundado em 1947. A produção mostra o cantor no andar do acervo e diante da Avenida Paulista, além de obras do museu. O artista ainda realizou uma apresentação com dançarinos no vão, em referência à obra Operários, de Tarsila do Amaral.

Para divulgar o álbum, Jão ocupou o Vale do Anhangabaú em uma audição gratuita que reuniu mais de 11 mil fãs para ouvir as 14 faixas inéditas do disco. Os espaços exibidos no clipe também incluem áreas do Centro de Práticas Esportivas da USP e da Escola de Educação Física e Esporte, onde fica a piscina com trampolim.

Nesta sexta-feira (25), o cantor apresenta no Nubank Parque, antigo Allianz Parque, em São Paulo, o primeiro e único show anunciado até o momento da turnê Memórias Póstumas. A apresentação marca a estreia ao vivo do álbum homônimo, lançado no fim de julho deste ano.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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