A posição da geladeira na cozinha pode influenciar o consumo de eletricidade. Quando o aparelho fica confinado, encostado em fontes de calor ou exposto ao sol, o sistema de refrigeração precisa trabalhar por mais tempo para manter os alimentos resfriados.
De acordo com as diretrizes da Natural Resources Canada, ambientes abafados dificultam a troca de calor com o ar externo. O calor acumulado ao redor do gabinete sobrecarrega componentes internos e aumenta a demanda do compressor.
Distância de fogão, forno e janelas
O fogão e o forno aquecido elevam a temperatura externa da geladeira quando ficam muito próximos. A incidência direta de luz solar também pode aquecer a carcaça metálica, especialmente quando o aparelho está perto de uma janela.
Por isso, a recomendação é evitar a instalação ao lado desses equipamentos e em pontos que recebam sol diretamente. O objetivo é reduzir o aquecimento ao redor do refrigerador e facilitar o funcionamento do sistema de resfriamento.
Frestas ajudam na ventilação
A serpentina do condensador, localizada na parte traseira, precisa liberar calor continuamente. Se as laterais, o topo ou a parte de trás estiverem bloqueados, o ar quente pode ficar retido ao redor do equipamento. Nessa condição, o motor trabalha por mais tempo, o que pode acelerar o desgaste de componentes e elevar o gasto de energia.
Em cozinhas compactas ou planejadas, o manual do fabricante deve ser consultado antes da instalação. As distâncias indicadas variam conforme o modelo, e os vãos precisam permanecer desimpedidos.
As principais orientações são:
- manter espaço livre atrás para a saída do ar quente;
- evitar armários fechados nas laterais e sobre o aparelho;
- seguir as medidas especificadas no manual da geladeira.
Programas como o ENERGY STAR Canadá apontam que a circulação adequada de ar favorece uma troca térmica mais eficiente. Com o espaço organizado, o aparelho pode operar em ciclos mais estáveis e com menor consumo elétrico mensal.







