Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Atafona recua e Grussaí acumula areia no litoral de São João da Barra

Estudo sobre a costa entre 1954 e 2018 registrou perdas em Atafona e estabilidade ou sedimentação em Grussaí.

Atafona e Grussaí, em São João da Barra, no Rio de Janeiro, mostram como praias próximas podem mudar em sentidos opostos. Enquanto Atafona perdeu áreas inteiras para o mar, Grussaí apresentou estabilidade ou ganho de sedimentos ao longo do período analisado.

O contraste foi identificado em um estudo publicado na Revista Brasileira de Geomorfologia, que avaliou a costa entre 1954 e 2018. A pesquisa registrou erosão forte em Atafona e comportamento diferente em Grussaí, sem apontar uma causa única para a transformação da faixa litorânea.

Ondas, correntes, vento, transporte de sedimentos e a dinâmica da foz do Rio Paraíba do Sul influenciam a posição da praia. Na região, água doce, sedimentos e oceano se encontram, o que ajuda a explicar a complexidade do processo.

Ruas e construções atingidas

Atafona se tornou a parte mais conhecida do fenômeno depois que a erosão alcançou ruas e edificações. Um levantamento associado à Universidade Federal Fluminense identificou cinco quarteirões totalmente perdidos e outros sete parcialmente danificados entre 1976 e 2018.

As ruínas próximas à praia passaram a marcar a paisagem local. O município é acompanhado por pesquisadores há 60 anos, e a Prefeitura de São João da Barra informou, em setembro de 2026, que apresentaria à Câmara Técnica de erosão costeira o plano de trabalho de um novo estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental sobre Atafona e Açu.

Paisagens além de Atafona

A Prefeitura de São João da Barra reúne, em sua página de Pontos Turísticos, praias, lagoas, áreas de restinga e espaços históricos. Entre os locais estão a Praia e Lagoa de Grussaí, a Praia do Açu, a Lagoa Salgada, a Lagoa de Iquipari, a Reserva Caruara e o centro histórico às margens do Paraíba do Sul.

O município também abriga o Porto do Açu, em operação desde 2014. O complexo informa investimentos acumulados de R$ 20 bilhões e previsão de mais de R$ 22 bilhões nos dez anos seguintes. Em abril de 2026, anunciou que movimentou 89 milhões de toneladas em 2025, um recorde para o empreendimento.

Assim, São João da Barra reúne mudanças na paisagem costeira e uma atividade industrial de grande escala. Atafona evidencia o recuo do terreno, enquanto Grussaí apresenta áreas de sedimentação em uma mesma costa marcada pela transformação contínua.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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