A observação da pele das mamas pode ajudar a identificar alterações que precisam de avaliação profissional, além da presença de nódulos percebidos pelo toque ou pela mamografia. Entre os sinais estão mudanças na textura, aumento da espessura, retração, descamação no mamilo, vermelhidão contínua e feridas que não cicatrizam.
A médica especialista em Dermatologia Flávia Villela afirma que acompanhar o próprio corpo durante o autocuidado ou ao se vestir é importante. “Mudanças na espessura da pele da mama, como o aspecto conhecido como casca de laranja, retração ou descamação no mamilo, vermelhidão contínua ou feridas que não cicatrizam são sinais que não devem ser ignorados”, ressalta.
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres brasileiras. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam 78.610 novos casos por ano no Brasil, com maior concentração na região Sudeste.
Prevenção e rastreamento
Flávia Villela reforça que o diagnóstico precoce pode elevar as chances de cura para até 95%. Entre as medidas recomendadas estão a realização de mamografia de rotina conforme as diretrizes médicas para a faixa etária e o histórico familiar, além da observação de nódulos, assimetrias recentes e alterações na pele da mama e das auréolas.
A médica também destaca a importância de hábitos de vida saudáveis, com prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada e redução do consumo de álcool e tabaco. O cuidado dermatológico inclui manter a hidratação e observar lesões suspeitas na pele do tórax.
Alterações dermatológicas também podem aparecer em pacientes submetidas a tratamentos como radioterapia e quimioterapia. Nesses casos, o suporte dermatológico adequado ajuda a manter a integridade da barreira cutânea e a qualidade de vida durante o tratamento.







