O chá de folha de amora não deve ser usado para substituir tratamentos indicados por profissionais de saúde durante o climatério ou a menopausa. A infusão ganhou popularidade entre mulheres que procuram alternativas naturais para lidar com desconfortos como ondas de calor, alterações no sono e mudanças de humor.
Paula Louro, professora de Nutrição da Faculdade Anhanguera, explica que as folhas da amoreira têm compostos bioativos estudados pela ciência. Ainda assim, a resposta ao consumo pode variar entre as mulheres, e o acompanhamento profissional permanece necessário.
“Embora a folha de amora seja tradicionalmente utilizada durante o climatério e existam pesquisas sobre seus compostos, não devemos tratar o chá como uma solução para os sintomas da menopausa”, afirma Paula.
O que está em estudo
O possível alívio dos fogachos é uma das razões para o consumo da bebida. Alguns componentes das folhas vêm sendo analisados por uma possível relação com esse tipo de sintoma, mas ainda são necessárias mais pesquisas para definir seus efeitos.
A planta também contém compostos com ação antioxidante, associados ao combate aos radicais livres e ao estresse oxidativo. Pesquisas investigam ainda uma possível relação com o metabolismo da glicose e dos lipídios. Esses estudos, porém, não autorizam o uso do chá para tratar diabetes, colesterol alto ou outras doenças.
Promessas exigem cautela
Alegações de que a infusão regula os hormônios, emagrece ou substitui tratamentos para a menopausa devem ser avaliadas com cuidado. Para Paula Louro, o fato de ser natural não significa que a substância possa ser consumida sem limites ou tenha capacidade de ocupar o lugar de um tratamento.
Gestantes, lactantes, pessoas com doenças crônicas e quem usa medicamentos regularmente devem consultar um profissional de saúde antes de consumir a infusão com frequência. A avaliação individual dos sintomas e das necessidades é especialmente importante durante o climatério.







