ARACAJU — Um traçado urbano criado antes da construção da cidade ajuda a explicar a forma como Aracaju é conhecida hoje. As ruas retas e quadras simétricas do centro foram planejadas em 1855, enquanto a capital sergipana também se destaca por ter a menor área entre as capitais do Nordeste, com 182 km².
A cidade ganhou ainda uma mudança no transporte público. Em 27 de junho de 2025, a Prefeitura de Aracaju entregou 15 ônibus 100% elétricos ao sistema municipal. Com isso, Aracaju passou a operar uma frota urbana elétrica própria sem aumento na tarifa dos passageiros.
Cada veículo comporta até 75 passageiros, percorre em média 300 km por recarga e usa baterias de 385 kWh. A carga completa leva cerca de duas horas e meia. Os ônibus têm piso totalmente baixo e freio regenerativo, recurso que devolve energia ao sistema durante as paradas.
Um centro desenhado na prancheta
A transferência da capital de São Cristóvão para o povoado de Santo Antônio de Aracaju ocorreu em 17 de março de 1855. A decisão foi tomada por Inácio Joaquim Barbosa, presidente da Província de Sergipe, que buscava um porto para escoar o açúcar da região, às margens do Rio Sergipe.
O engenheiro Sebastião José Basílio Pirro organizou o novo núcleo com linhas retas e quadras simétricas. O resultado fez de Aracaju a segunda capital brasileira planejada antes de existir, atrás apenas de Teresina.
Indicadores e lugares para conhecer
Aracaju alcançou a terceira colocação entre as capitais do Nordeste no Índice de Progresso Social, conforme a Prefeitura. O avanço foi associado principalmente a Acesso à Informação e Comunicação, que subiu 12,23 pontos, além de Direitos Individuais e Acesso ao Conhecimento Básico.
Na rede municipal, foram registrados mais de 2 milhões de atendimentos em saúde e cerca de 400 mil exames por mês. A mobilidade também entrou no resultado, com a frota elétrica e mais de 80 veículos climatizados em circulação.
A Orla de Atalaia tem cerca de 6 km de calçadão, ciclovia, quadras, parques infantis e quiosques. No Oceanário de Aracaju, administrado pelo Projeto Tamar, há aquários com espécies marinhas do litoral sergipano. A Passarela do Caranguejo concentra restaurantes de frutos do mar.
Outras opções são a Croa do Goré, banco de areia no Rio Vaza-Barris acessível por barco e visível na maré baixa, o centro histórico e sua malha cicloviária, com cerca de 90 km ligando bairros residenciais, praias e a região central.
Chuva ao longo do ano
O calor permanece constante, e o inverno é a estação chuvosa. A média de precipitação chega a 175 mm em junho e cai para 77 mm em setembro, conforme a série histórica do Climatempo. As condições podem variar de um ano para outro, por isso a previsão atualizada deve ser consultada antes da viagem.






