Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Aranha constrói câmara submersa e repõe o ar levado da superfície

A Argyroneta aquatica transporta bolhas presas aos pelos e usa uma estrutura de seda para viver, alimentar-se e cuidar dos ovos debaixo d’água.

A Argyroneta aquatica passa grande parte da vida debaixo d’água graças a uma câmara feita de seda e abastecida com ar levado da superfície. A estrutura fica presa à vegetação submersa e serve como abrigo, espaço para descanso, local de alimentação e, em determinadas fases, proteção para os ovos.

Como o ar chega à câmara

Os pelos do corpo retêm uma película de ar quando a aranha mergulha. Em seguida, ela transporta essa reserva até a teia e a libera sob a seda. Viagem após viagem, o espaço aumenta e ganha o formato de uma câmara submersa. A construção não surge de uma única descida nem produz oxigênio por conta própria.

A bolha também não funciona apenas como um reservatório que se esvazia. O oxigênio dissolvido na água pode passar para o ar quando existe diferença de concentração entre os dois lados da interface. Por esse motivo, pesquisadores descrevem a estrutura como uma “brânquia física”. A expressão se refere à troca de gases e não indica a presença de uma brânquia anatômica, como ocorre nos peixes.

Por que a aranha ainda precisa subir

O trabalho de Roger Seymour e Stefan Hetz mostrou que a difusão pode atender às necessidades de uma aranha parada em condições quentes e com pouca movimentação da água. Isso não torna a reserva ilimitada. O nitrogênio também se perde, a câmara diminui e, em algum momento, precisa ser reabastecida.

A aranha volta à superfície para levar mais ar. A frequência dessas visitas varia conforme a temperatura, a atividade do animal e a quantidade de oxigênio dissolvido na água. Por isso, a ideia de que ela nunca sobe não descreve corretamente seu modo de vida.

Abrigo, alimentação e reprodução

Pequenos organismos aquáticos podem ser capturados perto da teia e transportados para dentro da câmara. O espaço com ar permite atividades que seriam difíceis para uma aranha terrestre completamente exposta à água. Pesquisas comportamentais também registram estruturas relacionadas à reprodução, à proteção dos descendentes e ao ajuste do ar disponível.

A câmara não é hermeticamente fechada. A água permanece ao redor, e a qualidade do ar muda. Essa abertura para o ambiente é justamente o que permite a entrada de oxigênio. Se a água tiver pouco oxigênio dissolvido, a eficiência da troca pode mudar, tornando a reposição de ar uma parte importante da rotina do animal.

A espécie mostra como comportamento e materiais simples, como seda e uma bolha, podem reorganizar o acesso ao oxigênio. A água ao redor participa desse sistema, enquanto a estrutura precisa manter contato com o ambiente para continuar funcionando.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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