Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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O impulso que mantém peixes voadores no ar vem do mar

A cauda pode tocar a água durante o planeio e renovar a velocidade, enquanto as nadadeiras abertas retardam a descida.

O momento mais importante do deslocamento de um peixe voador pode acontecer depois que ele já deixou o mar. Com o corpo rente às ondas, o lobo inferior da cauda pode tocar a água e produzir um novo impulso, enquanto as nadadeiras permanecem abertas no ar.

Esse recurso ajuda a prolongar a trajetória, mas não aparece em toda sequência observada. Altura das ondas, vento, velocidade e espécie interferem no movimento. Por isso, a distância não é uma medida fixa: o peixe pode percorrer dezenas de metros, mas o alcance varia de um salto para outro.

A saída começa sob a água

Os peixes voadores pertencem à família Exocoetidae. Antes de alcançar a superfície, eles aceleram com a cauda, inclinam o corpo e rompem a água em alta velocidade. Essa energia inicial é decisiva para o planeio, já que uma saída lenta não ofereceria sustentação suficiente para o trecho aéreo.

Após o lançamento, o animal abre as nadadeiras peitorais, que passam a funcionar como superfícies de planeio. Algumas espécies também usam as nadadeiras pélvicas. O ar que passa por essas estruturas gera sustentação e retarda a descida, embora o arrasto reduza gradualmente a velocidade.

A comparação com o voo de uma ave precisa ser feita com cuidado. O peixe não bate as nadadeiras para se manter no ar. Ele aproveita a velocidade obtida debaixo d’água e ajusta a trajetória com o corpo e as próprias nadadeiras. O vento e as ondas, porém, limitam esse controle.

Quando a cauda volta a tocar o mar

Durante o contato com a superfície, a parte inferior da cauda pode bater rapidamente na água e renovar a velocidade. Pesquisadores descrevem esse trecho como uma espécie de corrida sobre o mar, mas o peixe não caminha: a maior parte do corpo continua fora da água.

Se houver condições favoráveis, o impulso permite outro trecho de planeio. O animal pode então submergir ou repetir a interação com a superfície. A altura de saída, a velocidade, o vento e o número de contatos da cauda com a água alteram o alcance final.

Estudos aerodinâmicos publicados no Journal of Experimental Biology usam modelos e imagens para estimar as forças envolvidas. As análises ajudam a explicar como as nadadeiras conseguem retardar a queda, enquanto observações no mar mostram como a manobra ocorre com vento e ondas reais.

Um deslocamento entre dois meios

A saída da água pode ajudar o peixe a escapar de predadores aquáticos, embora o ambiente aéreo também envolva riscos, inclusive com aves. Ainda assim, não é possível atribuir a todo salto uma perseguição específica.

O comportamento combina aceleração submersa, planeio e, em alguns casos, novos impulsos. A trajetória pode ser ajustada até certo ponto, mas não é totalmente controlada pelo animal. Voltar ao mar faz parte do ciclo, e não representa uma falha do deslocamento.

A sustentação dura enquanto a passagem do ar pelas nadadeiras ajuda a conter a descida. Como o arrasto provoca perda de velocidade, o planeio não se mantém indefinidamente. O peixe continua sendo aquático, mas usa por alguns segundos a fronteira entre água e ar como caminho.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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