Formado pela atividade de um antigo vulcão submarino, um arquipélago brasileiro reúne praias, falésias, enseadas e águas com grande diversidade marinha. A ação da erosão transformou a região em um conjunto de mais de vinte ilhas, com relevo acidentado e formações rochosas como o Morro do Pico, na ilha principal.
As estruturas vulcânicas deram origem a paredões e áreas costeiras protegidas. No litoral, correntes tropicais vindas do continente africano mantêm as águas mornas e com boa visibilidade, condições que favorecem a conservação dos ecossistemas e a observação de espécies marinhas.
Áreas protegidas e vida marinha
Cerca de setenta por cento do território principal está dentro de uma unidade de conservação integral. A área estabelece regras para o turismo e busca proteger habitats aquáticos, além de orientar o uso sustentável do arquipélago.
Uma baía local funciona como abrigo para centenas de golfinhos. Os animais chegam pela manhã depois de passar a noite em mar aberto em busca de alimento. Nas águas mais tranquilas, encontram condições para descansar, socializar, acasalar e cuidar dos filhotes.
As enseadas e piscinas naturais também servem de berçário para jovens tubarões costeiros. Tartarugas marinhas usam as praias para reprodução e alimentação. Já as encostas e áreas de vegetação abrigam colônias de aves, entre elas atobás, viuvinhas e fragatas.
Os atobás mergulham para capturar peixes, enquanto as viuvinhas usam galhos de árvores nativas para proteger os ovos. As fragatas sobrevoam os paredões rochosos à procura de alimento.
O reconhecimento como Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO reforçou a importância do arquipélago no Atlântico Sul. A conservação depende da fiscalização, da atuação dos órgãos gestores e de pesquisas científicas contínuas. O controle do ecoturismo procura reduzir impactos e manter a proteção dos ambientes marinhos e terrestres.







