Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Campina Grande transforma pesquisa em vantagem para a vida urbana

Cidade paraibana combina universidades, inovação e empresas de tecnologia e supera as capitais nordestinas no IPS Brasil 2026.

A combinação entre formação acadêmica, pesquisa aplicada e empresas de tecnologia colocou Campina Grande no melhor resultado de qualidade de vida entre os municípios do Nordeste. A cidade alcançou 68,76 pontos no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, que considera 5.570 municípios a partir de 57 indicadores sociais e ambientais.

O desempenho ficou acima do registrado por João Pessoa, capital nordestina mais bem avaliada, com 67,73 pontos. Também superou as médias do Brasil, de 63,40, e da Paraíba, de 62,39. De acordo com A União, jornal oficial do governo paraibano, Campina Grande teve a maior pontuação entre os 223 municípios do estado. A Paraíba lidera o Nordeste pelo segundo ano seguido.

A força tecnológica da cidade começou a se formar na década de 1950, quando a tradição em engenharia ganhou espaço. O campus recebeu um dos primeiros computadores do país, antes da popularização da internet, e passou a formar engenheiros e profissionais de ciência da computação. Muitos abriram empresas na região ou seguiram para companhias do Brasil e do exterior.

Pesquisa ligada à indústria

Na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o VIRTUS atua em tecnologia da informação, comunicação e automação. A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) escolheu o núcleo como um dos nove Centros de Competência do país, com foco em hardware inteligente para a indústria.

Os projetos desenvolvidos com empresas incluem internet das coisas, sensores inteligentes, automação de fábricas e inteligência artificial. A estrutura aproxima a pesquisa das necessidades industriais e ajuda a formar um ambiente de inovação na cidade.

Esse ecossistema reúne ainda a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), com cursos e pesquisas em saúde e tecnologia; o Parque Tecnológico da Paraíba, criado em 1984 para apoiar startups e empresas nascentes; e o bairro de Bodocongó, onde ficam o campus da UFCG e o parque tecnológico.

O apelido de Vale do Silício surgiu depois que a revista americana Newsweek citou Campina Grande, em abril de 2001, entre novos centros de tecnologia do mundo. A cidade foi apresentada como um oásis de oportunidades no semiárido. Desde então, a comparação passou a acompanhar a trajetória local, marcada pela aproximação entre universidades, centros de pesquisa e empresas.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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