Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Candidatas feministas em Pernambuco apresentam propostas para mulheres

Treze candidatas a deputadas federais e estaduais defendem medidas contra a violência, pela autonomia econômica e pelos direitos reprodutivos.

Candidatas feministas em Pernambuco apresentam propostas para mulheres

Treze candidatas feministas que disputam vagas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) apresentam propostas voltadas à proteção, à autonomia econômica e aos direitos das mulheres. Doze delas se declararam favoráveis à descriminalização do aborto; Maria do Céu defende a manutenção das regras atuais, com ampliação do acesso a esse direito.

As mulheres representam 52,8% do eleitorado brasileiro, mas ocupam 91 das 513 cadeiras da Câmara Federal, o equivalente a 17,7%. Em Pernambuco, são sete mulheres entre as 49 vagas da Assembleia Legislativa, ou 14,3%.

Propostas para proteção e autonomia

Manu Mirella (PCdoB), candidata a deputada federal, propõe fortalecer a rede de prevenção e atendimento às mulheres em situação de violência. Também defende a Política Nacional de Cuidados, com suporte principalmente para mães e cuidadoras e medidas de autonomia econômica.

Rosa Amorim (PT), também candidata à Câmara Federal, prioriza o combate ao feminicídio, com ampliação da rede de acolhimento, proteção e assistência jurídica e psicossocial, incluindo atenção ao interior. Entre suas propostas estão igualdade salarial, crédito, formação profissional e geração de renda para agricultoras, pescadoras, marisqueiras, costureiras, artesãs e trabalhadoras informais.

Na disputa por uma cadeira estadual, Cida Pedrosa (PCdoB) quer levar para todo o estado o Protocolo Violeta, criado no Recife para acolher e encaminhar com segurança mulheres vítimas de violência. Ela também propõe ampliar as Delegacias da Mulher e garantir funcionamento 24 horas.

Dani Portela (PT), candidata à reeleição, defende um Pacto Pernambuco contra o Feminicídio e a atuação para que todas as Delegacias de Atendimento à Mulher funcionem 24 horas por dia, 7 dias por semana, com estrutura adequada e atendimento humanizado.

Eugênia Lima (PT) propõe uma lei estadual contra a violência digital de gênero, incluindo divulgação de imagens íntimas, deepfakes, ameaças, perseguição, invasão de contas e exposição de dados. Ela também defende o Aluguel Emergencial da Mulher, com 6 meses de aluguel social para vítimas de violência doméstica.

Amanda Karaxue (Rede) apresenta propostas de ampliação do atendimento psicológico, jurídico e social nas periferias e de criação de casas de acolhimento temporário para mulheres e filhos em situação de violência e vulnerabilidade. Jô Cavalcanti (Psol) quer priorizar essas mulheres em programas habitacionais e de assentamentos, além de reservar vagas em empresas contratadas pela administração estadual.

Educação, cuidado e direitos reprodutivos

Mari Lessa (Rede) propõe incluir, nas escolas a partir do Fundamental 2, conteúdos antirracistas e antimisoginia. Também defende fiscalização e orçamento para o Plano Decenal de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (2025-2035).

Thaynah Leal (Rede) concentra suas propostas nas mães, no enfrentamento à violência obstétrica e na valorização do trabalho de cuidado, especialmente de mães atípicas. Ela também defende medidas contra o assédio moral e sexual no serviço público.

Yasmim Alves (Psol) propõe um programa de educação sexual e reprodutiva para o planejamento individual e coletivo. Entre suas medidas estão Delegacias da Mulher 24h e um serviço especializado de acolhimento integral para vítimas de violência doméstica e seus filhos e filhas.

Dany Myler (PSB) defende qualificação, acesso a crédito e geração de renda para fortalecer a autonomia financeira das mulheres. Também propõe apoio às mães atípicas e cuidadoras, com suporte à saúde mental e amparo financeiro para quem precisa deixar o trabalho para cuidar dos filhos.

Maria do Céu (PSB) propõe o Programa Recomeço, voltado à autonomia econômica de mulheres que passaram por violência, e uma política de saúde preventiva para mulheres 40+, com atenção especial à menopausa.

Sté Vilela defende linha de crédito a juro zero, acompanhada de qualificação profissional, para vítimas de violência doméstica reconstruírem suas vidas. Ela também propõe interiorizar as Delegacias da Mulher e garantir o funcionamento 24h da rede de proteção, acolhimento e encaminhamento.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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