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Cintura abdominal: quando a medida indica maior risco metabólico

Referências reunidas pela OMS apontam faixas de atenção diferentes para homens e mulheres, mas a medida não substitui uma avaliação de saúde.

Cintura abdominal: quando a medida indica maior risco metabólico

A circunferência abdominal ajuda a identificar o acúmulo de gordura na região central do corpo, algo associado a maior risco de alterações metabólicas. Em referências reunidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 94 cm para homens e 80 cm para mulheres aparecem como pontos a partir dos quais o risco merece atenção.

Nos homens, 102 cm representa uma faixa de risco substancialmente aumentado. Para mulheres, essa segunda referência é 88 cm. Os valores se aplicam às referências populacionais europeias e não representam uma medida corporal ideal nem uma fronteira exata entre saúde e doença.

O que os números indicam

Ultrapassar aproximadamente 94 cm não significa que a pessoa tenha diabetes, hipertensão ou doença cardiovascular. A medida é um sinal para observar outros aspectos, como pressão arterial, glicemia, colesterol, histórico familiar, atividade física e composição corporal.

A partir de 102 cm nos homens, a classificação passa de risco aumentado para risco substancialmente aumentado. Nas mulheres, cerca de 80 cm marca o início da faixa de atenção; acima de 88 cm, o risco associado à circunferência abdominal é considerado substancialmente maior.

A gordura visceral, que se acumula ao redor dos órgãos internos, está relacionada a esse aumento de risco e tem comportamento metabólico diferente da gordura localizada logo abaixo da pele.

Como fazer a medição

Materiais ligados à OMS orientam medir a cintura horizontalmente, aproximadamente no ponto médio entre a borda inferior da última costela e a parte superior do osso do quadril. A pessoa deve estar em pé e respirando normalmente.

Para reduzir alterações no resultado, use uma fita métrica flexível, retire roupas grossas da região, mantenha os pés próximos e o peso distribuído igualmente. A fita deve ficar paralela ao chão, sem apertar a pele, e a leitura deve ser feita ao final de uma expiração normal.

O umbigo não é necessariamente a referência correta, porque pode variar de posição. O mais importante é repetir sempre o mesmo método; medir em pontos diferentes pode produzir alterações de vários centímetros sem representar uma mudança real no corpo.

Os limites valem para todas as populações?

Não. O relatório técnico ligado à OMS observa que os pontos de 94 cm para homens e 80 cm para mulheres foram derivados originalmente de dados de populações europeias. Os limites podem variar conforme a população estudada e o contexto clínico.

Em algumas populações asiáticas, por exemplo, são usados limites menores para homens, como 90 cm, enquanto 80 cm continua sendo uma referência frequente para mulheres.

Uma cintura abaixo dos pontos de corte não elimina a possibilidade de pressão alta, alterações na glicemia ou outros fatores de risco. Da mesma forma, ultrapassar os números não equivale a um diagnóstico. A circunferência abdominal deve ser observada junto de outros indicadores de saúde.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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