Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Câmeras registram corais e peixes em recife profundo diante do Benim

Sonar indicou estruturas no fundo do Golfo da Guiné, e imagens submarinas confirmaram trechos com corais vivos e peixes.

Um recife profundo diante do Benim, considerado provavelmente morto em registros dos anos 1960, foi encontrado com corais e peixes a mais de 50 metros de profundidade. A identificação foi feita com sonar e câmeras submarinas, que permitiram observar diretamente áreas do fundo do Golfo da Guiné.

A descoberta não comprova que um recife morto tenha se recuperado. Os levantamentos antigos registravam material de coral, mas não havia imagens detalhadas nem acompanhamento contínuo que demonstrasse a morte da formação. A nova investigação confrontou essa interpretação com evidências visuais.

Do mapa acústico às imagens

Gérard Zinzindohoué e colaboradores retomaram a indicação histórica porque recifes mesofóticos, localizados em profundidades onde a luz chega enfraquecida, podem passar despercebidos em mapeamentos tradicionais. Primeiro, a equipe usou sonar para localizar irregularidades compatíveis com estruturas no fundo. Depois, câmeras submarinas examinaram os pontos selecionados.

O estudo descreve manchas de coral, e não uma barreira contínua. As imagens confirmaram corais vivos e peixes próximos. A presença desses animais sugere que as formações fazem parte de uma comunidade, já que estruturas de coral oferecem abrigo e diferentes microambientes. Uma filmagem, porém, não permite determinar toda a cadeia ecológica do local.

O trabalho foi publicado em Frontiers in Marine Science e representa um registro profundo relevante para a plataforma continental do Golfo da Guiné. A sequência de investigação também mostra os limites de cada método: o registro histórico indicou onde procurar, o sonar destacou áreas para inspeção e as câmeras forneceram a confirmação visual.

O que ainda precisa ser investigado

As imagens mostram trechos aparentemente vivos, mas não indicam que o sistema inteiro esteja em boas condições. Ainda são necessários mapeamento da área, identificação das espécies e novas observações para medir a extensão e o estado do recife.

A localização profunda não impede impactos de correntes, sedimentos, temperatura e atividades humanas. Também não há base para concluir que outros recifes considerados perdidos estejam intactos. O achado acrescenta um registro vivo ao mapa e pode orientar novas expedições na África Ocidental.

Sem séries de observação, as imagens representam um ponto de partida. Os pesquisadores ainda precisam saber quantos trechos semelhantes existem, quais espécies vivem ali e como essas comunidades variam ao longo das estações.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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