Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Aécio retoma corrida ao Senado com histórico de inquéritos e ações judiciais

Candidato em Minas Gerais, o ex-governador teve investigações arquivadas, denúncias rejeitadas e absolvição no caso JBS.

Aécio volta à disputa pelo Senado sob o peso de um histórico de investigações

Aécio Neves (PSDB) anunciou em agosto deste ano sua candidatura a uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado. O retorno à disputa ocorre após uma trajetória marcada por inquéritos e ações que apuraram suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e irregularidades eleitorais.

Os casos tiveram desfechos diferentes. Parte foi arquivada, algumas denúncias foram rejeitadas e, no episódio envolvendo a JBS, Aécio se tornou réu antes de ser absolvido em primeira instância.

Cidade Administrativa

Em setembro de 2025, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou recursos ligados a uma ação de improbidade sobre as obras da Cidade Administrativa, construída durante o governo de Aécio em Minas. Por maioria, os ministros julgaram improcedentes os pedidos apresentados no processo.

A apuração havia investigado suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária e fraude em licitação. Ainda em 2018, o STF determinou o envio do Inquérito 4392 à Justiça de Minas Gerais, porque os fatos estavam relacionados ao período em que Aécio era governador.

Delatores relataram um suposto esquema envolvendo empresas responsáveis pelas obras, com uma acusação de pagamento equivalente a 3% dos contratos. O processo teve desdobramentos nas áreas criminal e de improbidade, além de questionamentos sobre a validade de elementos usados nas ações.

Caso JBS

Em 2017, uma gravação entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) registrou uma conversa entre Joesley Batista, da J&F Investimentos, e Aécio. Conforme a acusação, o então senador solicitou R$ 2 milhões. O dinheiro foi entregue a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio.

O episódio originou o Inquérito 4506. Em 2018, a Primeira Turma do STF recebeu denúncia contra Aécio, Andrea Neves, Frederico Pacheco e Mendherson Lima por corrupção passiva. Aécio também foi acusado de obstrução da investigação.

Em 2019, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 128 milhões. A ação tratava de supostas vantagens indevidas recebidas de Joesley Batista, do Grupo J&F, entre 2014 e 2017. Em 2022, a Justiça Federal em São Paulo absolveu os quatro acusados da denúncia de corrupção passiva por considerar insuficientes as provas.

Outros inquéritos

O Inquérito 4244 investigou suspeitas relacionadas a Furnas Centrais Elétricas. Após novas diligências solicitadas pela PGR, o caso foi arquivado novamente em março de 2021 pelo ministro Gilmar Mendes, a pedido da própria Procuradoria, por falta de suporte probatório mínimo para uma denúncia.

O Inquérito 4444, sobre suspeitas de caixa 2 na campanha presidencial de 2014, foi arquivado pela Segunda Turma do STF em agosto de 2021. A decisão considerou que a apuração já ultrapassava quatro anos sem provas suficientes para uma denúncia.

Em dezembro de 2024, Gilmar Mendes determinou o trancamento de outro inquérito eleitoral, que tramitava na 30ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte e investigava suposta omissão de despesas na prestação de contas da campanha presidencial. O ministro apontou excesso de prazo e falta de provas suficientes.

No Inquérito 4436, a PGR acusou Aécio de receber vantagens indevidas da Odebrecht e da Andrade Gutierrez entre 2009 e 2010, em investigação sobre as usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. A denúncia mencionava R$ 65 milhões em suposta propina. Em novembro de 2022, o Plenário do STF rejeitou a acusação por unanimidade.

Já o Inquérito 4830, originado na colaboração de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, apurava supostos pagamentos entre 2010 e 2012, relacionados ao programa Luz para Todos. A Segunda Turma do STF arquivou o caso em fevereiro de 2024 por falta de elementos mínimos para a continuidade das investigações.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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