Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Carlos Viana muda posição sobre impeachment de ministros do STF entre 2025 e 2026

Senador dizia que promessa de afastar ministros era uma mentira eleitoral e depois protocolou pedido contra Alexandre de Moraes.

“A mentira mais repetida da eleição”: falas de 2025 confrontam discurso atual de Carlos Viana sobre impeachment no STF

Declarações públicas de Carlos Viana mostram uma mudança de posição sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Em 2025, o senador dizia que candidatos usariam a promessa de afastamento para conquistar votos e que a medida não poderia ser realizada nas condições existentes. Em 2026, já candidato à reeleição por Minas Gerais, ele protocolou no Senado um pedido contra Alexandre de Moraes e passou a defender o avanço de processos contra integrantes da Corte.

Durante uma entrevista em 2025, Viana afirmou que a promessa de eleger senadores para fazer o impeachment de ministros do Supremo seria “a mentira mais repetida nas próximas eleições”. Ele também disse que não havia a menor possibilidade de cumprir essa proposta e direcionou o alerta ao eleitorado conservador, que, segundo ele, poderia ser influenciado pela insatisfação com decisões do STF.

Em 3 de julho de 2025, durante outra entrevista, o senador apresentou avaliação semelhante. Na ocasião, afirmou que “a maior mentira que vai ser repetida nessa próxima campanha é o impeachment de ministro do Supremo”. As declarações indicavam que, naquele momento, Viana considerava inviável usar a eleição de senadores como caminho para afastar integrantes da Corte.

O pedido contra Alexandre de Moraes

Em 1º de setembro de 2026, Viana anunciou ter protocolado no Senado uma denúncia por crime de responsabilidade com pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes. A iniciativa ocorreu após a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro e a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

O senador argumentou que os fatos deveriam ser investigados e que, caso fossem comprovados, poderiam configurar crime de responsabilidade. Essas alegações não comprovam, por si só, a ocorrência de crime e dependem da análise das instâncias competentes.

Depois do protocolo, Viana passou a cobrar providências do Senado e a defender o avanço de processos contra ministros do Supremo. Também criticou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, pela postura diante dos pedidos de impeachment.

O que prevê a legislação

Em 2025, Viana havia associado a possibilidade de impeachment a situações como um ministro ser pego vendendo uma sentença. Também declarou que o processo começaria pelo Judiciário, e não pelo Senado.

A legislação brasileira, porém, prevê outras condutas, entre elas alterar decisão ou voto já proferido, exercer atividade político-partidária, ser patentemente desidioso no cumprimento dos deveres do cargo e agir de forma incompatível com a honra, a dignidade e o decoro das funções.

A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar esses casos. O procedimento envolve obstáculos jurídicos, procedimentais e políticos, e nenhum ministro do STF foi afastado por impeachment desde a Constituição de 1988.

A mudança de posição não permite afirmar qual foi a motivação de Viana. O contraste entre as declarações, porém, é direto: em 2025, ele classificava a promessa de impeachment como uma mentira eleitoral; em 2026, passou a defender o instrumento e apresentou um pedido contra Alexandre de Moraes.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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