Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Amblipígio usa pernas sensoriais para caçar no escuro

Apesar do formato que lembra uma aranha com escorpião, o animal não tem ferrão nem glândulas de veneno para inocular em pessoas.

O amblipígio é um aracnídeo adaptado a ambientes escuros e úmidos. Sua principal estratégia não envolve atacar pessoas: o animal usa apêndices sensoriais para explorar o espaço e pedipalpos dianteiros para capturar pequenos invertebrados.

A espécie pertence à ordem Amblypygi e tem o corpo achatado, característica que facilita a entrada em fendas. As pernas ficam abertas para os lados e ajudam nos deslocamentos sobre superfícies verticais, como paredes. Já o primeiro par é muito longo e fino. Essas estruturas funcionam como órgãos sensoriais, capazes de perceber obstáculos, movimentos e o caminho ao redor.

Como ele captura alimento

Durante a atividade noturna, o amblipígio avança enquanto tateia frestas e outras superfícies. Quando um inseto ou pequeno invertebrado se aproxima, os pedipalpos, que lembram garras, se fecham para segurá-lo. A captura é mecânica, feita com estruturas fortes e espinhosas, sem injeção de veneno.

Baratas pequenas, grilos e outros artrópodes podem fazer parte da alimentação. A presença do animal em muros, troncos, cavernas e construções próximas de vegetação está ligada à busca por abrigo, umidade e alimento. Frestas, pilhas de material e luzes externas que concentram insetos também podem favorecer sua aparição.

Aparência não indica perigo

A diferença mais fácil em relação aos escorpiões é a ausência de cauda segmentada terminada em ferrão. O amblipígio também não tem glândulas de veneno capazes de produzir o risco sugerido por seu formato. Além disso, não produz seda como as aranhas. Os pedipalpos podem beliscar se o animal for apertado, mas sua defesa principal é fugir e se esconder.

Alguns sinais ajudam na identificação: corpo achatado, ausência de cauda com ferrão, pernas sensoriais muito longas e pedipalpos dianteiros robustos. A cena de um exemplar parado com os apêndices estendidos não significa necessariamente que ele esteja prestes a atacar. Muitas vezes, está apenas explorando o ambiente.

Como agir ao encontrar um exemplar

A recomendação é observar sem tocar, mantendo crianças e animais domésticos afastados. Se houver necessidade de retirar o animal, é possível pedir orientação ao serviço ambiental local ou conduzi-lo sem contato direto, com um recipiente amplo e uma barreira rígida, desde que isso possa ser feito com segurança.

Pulverizar veneno ou esmagar o amblipígio não é necessário quando a identificação está confirmada. Em caso de dúvida, uma foto feita à distância pode ser enviada a órgãos ambientais ou especialistas. A aparência incomum reúne elementos que lembram dois aracnídeos conhecidos, mas as estruturas do animal estão ligadas à exploração e à caça de pequenos invertebrados.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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