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Amorim destaca IA de código aberto e alerta para interferência externa

Em Pequim, assessor de Lula defendeu cooperação tecnológica com a China e atenção brasileira a riscos de ingerência.

Amorim destaca IA de código aberto e alerta para interferência externa
Foto: O assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, Celso Amorim

O Brasil deve buscar uma inteligência artificial baseada em código aberto e padrões éticos, segundo Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República. Em visita à capital chinesa desde quarta-feira (16), ele também afirmou que o país precisa se manter atento a possíveis intervenções externas.

Para Amorim, o modelo de código aberto pode permitir que o Brasil desenvolva seus próprios aplicativos sem interferência externa. Ele relacionou essa possibilidade às necessidades do Sul Global e disse que a Organização Internacional para Cooperação em Inteligência Artificial (Waico) oferece um caminho para inovação com maior autonomia.

Cooperação tecnológica com a China

A inteligência artificial foi um dos assuntos tratados por Amorim com Wang Yi, membro do Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista da China e ministro das Relações Exteriores. O assessor entregou ao chanceler chinês uma carta do presidente Lula dirigida a Xi Jinping.

De acordo com Amorim, a mensagem fez um balanço positivo dos avanços recentes na relação entre Brasil e China. O documento abordou computadores, supercomputadores, satélites e a possibilidade de trabalho conjunto em inteligência artificial, com base em código aberto e padrões éticos.

O assessor afirmou que Brasil e China podem avançar em aplicações e regras de regulação, mesmo que os países tenham visões diferentes sobre a tecnologia. Ele também mencionou a existência de sistemas distintos e disse que, por enquanto, essa divisão é inevitável.

A agenda incluiu ainda minerais críticos e terras raras. Amorim afirmou que os países reconhecem a necessidade de desenvolvimento tecnológico para beneficiar, valorizar e usar cientificamente esses recursos. Segundo ele, o Brasil não quer ficar restrito à exportação de minérios.

Nesse campo, defendeu a troca de experiências com a China sobre beneficiamento e utilização dos minerais, com cooperação e autonomia. Ele citou a criação do Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce) como importante para atender a demandas da defesa, da ciência, da área espacial e dos supercomputadores.

Brics e conflitos internacionais

A China assumirá a presidência do Brics, e Amorim apontou o multilateralismo como uma área central para o grupo. Ele afirmou que Brasil e China têm uma vocação comum para esse sistema e citou a necessidade de respeito às regras internacionais.

O assessor também destacou a possibilidade de atuação chinesa no conflito entre Irã e Estados Unidos, considerando o peso da China na busca pela paz no Oriente Médio. Ele disse que o Brasil e a China são afetados pelo conflito, especialmente pela reação iraniana de fechar o Estreito de Ormuz.

Na área financeira e monetária, Amorim avaliou que os avanços ocorrem de forma lenta, mas afirmou que a China pode contribuir. Ele também defendeu que o Banco dos Brics se torne cada vez mais ativo.

Alerta sobre ingerência

Ao comentar as movimentações dos Estados Unidos na América Latina, Amorim disse que não falaria em nome da China, mas identificou afinidade entre os países na defesa da não intervenção em assuntos internos. Para ele, o Brasil precisa observar riscos de interferência externa, independentemente da origem.

“O Brasil tem que estar atento aos riscos de intervenção externa, venha de onde vier”, afirmou Amorim.

Ele acrescentou que o presidente Lula tem ressaltado a importância de fortalecer a defesa nacional. O assessor disse que o Brasil é um país pacífico, mas que essa característica não impede a possibilidade de sofrer algum tipo de interferência.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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