Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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A asa da Greta oto combina transparência e controle de reflexos

A borboleta mantém nervuras e bordas visíveis, mas usa escamas reduzidas e projeções microscópicas para deixar a luz passar.

A borboleta de asa de vidro, Greta oto, não depende de uma asa sem estrutura para parecer transparente. Nervuras continuam sustentando o voo, enquanto áreas coloridas e bordas escuras permanecem visíveis. O efeito vem da combinação entre uma membrana que deixa passar parte da luz, poucas escamas e uma superfície que reduz reflexos.

O papel da superfície da asa

Um estudo publicado na Nature Communications descreveu pequenas projeções distribuídas de maneira irregular na superfície da asa. Elas diminuem a quantidade de luz refletida diretamente para quem observa o inseto, inclusive quando o ângulo de visão muda. Assim, a região clara se aproxima menos da aparência de um vidro brilhante.

A transparência não elimina a presença da borboleta. O corpo, as nervuras e as bordas ainda formam uma silhueta perceptível. O resultado também varia conforme a iluminação, a posição do animal e o que aparece atrás dele. Em uma fotografia com fundo branco, o efeito pode ser difícil de notar porque há pouco contraste. Já entre folhas, galhos e sombras, os desenhos do ambiente atravessam a asa e interrompem uma grande área de cor.

Menos escamas, mais luz atravessando

As asas das borboletas são membranas cobertas por escamas. Em muitas espécies, elas produzem cores e padrões. Na Greta oto, as regiões transparentes têm escamas menores, mais afastadas entre si e com formatos diferentes das encontradas nas áreas opacas.

Com menor cobertura, uma parte maior da membrana fica exposta. A luz consegue atravessar essa área e revelar o fundo. Isso não significa que a asa seja completamente transparente nem que todas as suas regiões tenham o mesmo aspecto.

O funcionamento pode ser dividido em quatro elementos: a membrana permite a passagem de parte da luz; as escamas reduzidas deixam mais superfície exposta; as projeções microscópicas controlam os reflexos; e as nervuras e bordas mantêm o contorno visível.

O que os estudos observaram

Microscopia eletrônica e medidas ópticas foram usadas para comparar regiões transparentes e opacas. Em grande aumento, os pesquisadores identificaram projeções com alturas e intervalos variados. Essa distribuição ajuda a explicar por que a redução dos reflexos não depende de um único ângulo perfeito.

Pesquisadores do Marine Biological Laboratory também examinaram o desenvolvimento das escamas e a superfície da asa em outro estudo. Os trabalhos descrevem a anatomia e as propriedades da luz. Uma fotografia isolada, por si só, não prova que a borboleta escape de determinado predador por causa dessas estruturas.

Transparência e camuflagem

A asa pode deixar o animal menos evidente em meio à vegetação quando o fundo aparece através dela. Ainda assim, a predação depende de fatores como movimento, comportamento, contraste e da visão de quem caça. A transparência não funciona como um escudo, e sua vantagem em uma situação específica precisa de testes ecológicos próprios.

A borboleta vive em ambientes florestais nas Américas, onde pequenos deslocamentos alteram o fundo visto pela asa. Por isso, a aparência reúne benefícios e limitações: a luz passa, mas nervuras, bordas e áreas coloridas continuam denunciando parte do formato.

Uma solução observada pela engenharia

O mecanismo também interessa ao estudo de materiais transparentes. Lentes e painéis, por exemplo, podem refletir luz e se tornar visíveis. A asa inspira pesquisas sobre revestimentos antirreflexo, embora reproduzir sua estrutura microscópica com resistência e em larga escala seja um desafio diferente da biologia do inseto.

A diferença entre uma superfície lisa e outra com pequenas projeções aparece quando o observador muda de posição. O estudo da asa investiga justamente como reduzir essa alteração de aparência por meio de medições em laboratório. A borboleta não desaparece: sua superfície combina passagem de luz e controle de reflexos.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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