Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Brasil

Ato de Flávio Bolsonaro em Sergipe expõe divisão entre aliados do PL

Evento em Aracaju reuniu candidatos do partido, mas revelou disputa por espaço e recursos na chapa estadual.

Flávio Bolsonaro tenta reeditar motociatas do pai, mas expõe rachas do bolsonarismo em Sergipe

Um ato de campanha de Flávio Bolsonaro em Sergipe evidenciou a divisão entre candidatos do PL no estado. O senador e candidato à Presidência participou, neste domingo 27, de uma motociata na orla de Atalaia, mas dois nomes da chapa local ficaram afastados dos principais integrantes do partido.

Ricardo Marques, vice-prefeito de Aracaju e candidato ao governo sergipano, e Coronel Rocha, postulante ao Senado, estavam no local, mas permaneceram inicialmente embaixo do trio elétrico. Os dois também não participaram da recepção a Flávio no aeroporto nem acompanharam o candidato no carro aberto usado durante a motociata.

Ao lado do presidenciável estavam Rodrigo e Moana Valadares, que controlam o diretório do PL e disputam, respectivamente, o Senado e a Câmara. Em determinado momento, Rodrigo convidou os dissidentes a subir ao trio, em nome da unidade da direita no estado. Rocha conseguiu chegar ao palanque depois de pressionar a organização.

O episódio expôs uma disputa que envolve o acesso aos recursos do fundo de campanha. Informações prestadas à Justiça Eleitoral indicam que o casal Valadares recebeu, ao todo, 6 milhões de reais da direção nacional do PL. O candidato do partido ao governo sergipano recebeu 300 mil reais, enquanto Rocha ficou com 250 mil reais.

Atrito no palanque

Rocha, coronel reformado da Polícia Militar, virou-se de costas durante o discurso de Rodrigo. Depois, afirmou: “Virei de costas, sim, porque ele não merece a minha presença, muito menos a minha atenção”. Segundo ele, o dirigente pode destruir o partido.

Flávio declarou apoio apenas a Rodrigo e não mencionou Marques nem Rocha. A candidatura de Marques também não aparece no site oficial da campanha do presidenciável. Coube a Alfredo Gaspar, candidato a vice, tentar reduzir a tensão entre os integrantes da chapa.

Durante o discurso, Flávio voltou a associar Lula à criação dos cassinos on-line e afirmou que o petista acionou a Justiça para retirar do ar uma peça de campanha. “O Lula tem dois filhos que fizeram muito mal ao Brasil. Um é o Lulinha, o outro é o tigrinho. Ele liberou o tigrinho, o cassino online”, disse.

A origem das apostas on-line, porém, remonta à legalização aprovada em 2018, durante o governo Michel Temer. Em 2023, Lula editou uma lei com regras para a exploração e a tributação do setor, incluindo os jogos on-line na regulamentação. A gestão do petista depois voltou atrás diante dos danos atribuídos às bets na economia e na vida dos brasileiros.

Flávio deixou o local sem falar com a imprensa. Na saída do trio, seguranças impediram uma tentativa de abordagem sobre a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida e empurraram os profissionais que tentavam fazer perguntas.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5